terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Mensagem de Ano Novo

da esq.: Leo Vieira (Secretário), Décio Machado, Alexandre Martins (Presidente), Bruna Tavares (Conselheira), Denise Velasco.

Neste ano de 2013, a nossa Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo teve seu trabalho divulgado e aumentado exponencialmente graças à ajuda de todos os seus associados que entenderam que juntos seremos mais e melhores em nosso desejo de propagar a Arte e a Cultura, levando o nome de nossa cidade de São Gonçalo a todos os cantos do Brasil e do Mundo.

Nossos associados são homens e mulheres de Letras, de Pintura, de Gravura, de Escultura, de Cinema, de todas as manifestações da Arte Brasileira. São pessoas que amam nossa cidade de São Gonçalo e amam sua Cultura. São idealistas em suas obras e desejam a Cultura não somente para si, mas para todas as pessoas.

Nossos sócios são imortais de Academias, empresários culturais, desenhistas, pintores, animadores culturais, pesquisadores, poetas, escritores... Com eles fazemos a SAL ser o “tempero da Cultura gonçalense”.

Desde 2009 a SAL tem uma cadeira no Conselho de Cultura da cidade, desde sua fundação em 2006 é agente apoiador de várias iniciativas culturais de São Gonçalo, possui um crescente acervo sobre a História de nosso Município, age amigavelmente com todas as associações culturais da nossa cidade e seus sócios tem apoiado o trabalho uns dos outros. Fizemos parte da elaboração do Plano Municipal de Cultura de São Gonçalo, participando intensamente da Conferência Municipal de Cultura e fomos representantes de nossa cidade na Conferência Estadual de Cultura. Em todo o lugar de Cultura de São Gonçalo há um sócio da SAL, ajudando e apoiando a todos.

Desejo de coração um Ano de Paz e Criatividade para todos os nossos sócios e que todas as suas iniciativas tenham o sucesso e o aplauso que merecem. 

Um Feliz Ano Novo a todos nossos sócios, colaboradores e amigos.


Alexandre Martins
Presidente da SAL

domingo, 29 de dezembro de 2013

Chegue logo, 2014

Esse ano de 2013 foi perfeito! Muitas realizações, desenvolvimentos, planejamentos, projetos, lançamentos, filiações, parcerias e ainda terá muito mais para 2014.
Eu não esperava que as postagens nesta e nas demais colunas tivessem tanto alcance.
Fiquei satisfeito em ver muito dos assuntos comentados e compartilhados em outras páginas.

# A série "A REAL DAS EDITORAS POR DEMANDA" causou muitos comentários;
# A denúncia dos blogueiros que vendiam livros também foi altamente discutido;
# A matéria dos blogueiros que pedem livros grátis e não fazem resenha de qualidade foi tão comentado que muitos blogueiros se uniram para boicotar tais blogs desonestos;
# O texto das editoras golpistas também abriram os olhos de muitos escritores;
# As postagens sobre construção literária, auto publicação, criação de editora e mercado literário renderam um bom número de leitores satisfeitos.

Hoje escrevo periodicamente para dezenas de blogs e páginas literárias, além de manter uma coluna em um jornal e uma revista, também lida em Portugal e alguns países da África.
É cansativo, mas quando fazemos algo que gostamos, o fardo se torna mais leve. Sem contar que o reconhecimento e os elogios me motivam constantemente.

Também foi um ano difícil. Tive aborrecimentos, impasses, calotes, "portas na cara", entre outros problemas literários. Em compensação, também fiquei bem mais esperto, cortando certas "parcerias literárias", recusando propostas de projetos culturais mirabolantes, além de evitar alguns oportunistas megalomaníacos.

E em 2014 teremos muito mais! Inauguraremos uma Academia de Letras (em conjunto com o CNA- Clube dos Novos Autores), institutos culturais, feiras literárias, jornais e uma editora com gráfica própria e selos editoriais (projetos meus). Muitos desses projetos serão ainda para o primeiro semestre.
Lembrando mais uma vez que todos esses projetos permanecem de forma VOLUNTÁRIA e SEM
FINS LUCRATIVOS.
Muito obrigado a todos!

Leo Vieira

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

O Papai Noel, São Nicolau e a Coca-Cola


Alexandre Martins*


Odiado por alguns, amado por todos. Assim é o Papai Noel, o simpático velhinho que há mais de um século é o garoto propaganda do Natal, deixando a festa cristã mais agradável aos ateus e agnósticos.
A figura de alguém que usa a caridade na época do nascimento do Cristo vêm das histórias contadas na Legenda Áurea1 em especial as referentes à caridade escondida praticada por um bispo católico, são Nicolau de Mira.

Quem foi Nicolau de Mira

Nicolau de Mira, o original

São Nicolau, cujo nome significa "protetor e defensor dos povos" foi tão popular na antiguidade que lhe consagraram no mundo mais de dois mil templos. Era invocado pelos fiéis nos perigos, nos naufrágios, nos incêndios e quando a situação econômica ficava difícil, conseguindo estes favores admiráveis por parte do santo.
Por ter sido tão amigo da Infância, em sua festa dá-se presentes às crianças, e como em alemão se chama "São Nikolaus", começaram-no a chamar Santa Claus, sendo representado como um ancião vestido de vermelho, com uma barba muito branca, que ia de casa em casa repartindo presentes e doces às crianças. De São Nicolau escreveram muito belamente São João Crisóstomo e outros grandes Santos, mas sua biografia foi escrita pelo antigo Arcebispo de Constantinopla, São Metódio.
Desde criança se caracterizou porque tudo o que conseguia o repartia entre os pobres. Os pais de Nicolau morreram cedo. Então, por recomendação de um tio, que o aconselhou a ir visitar a Terra Santa, Nicolau decidiu viajar até à Palestina e depois ao Egito. Durante a viagem, houve uma tempestade, que segundo a lenda, acalmou milagrosamente, quando Nicolau começou a rezar com toda a sua Fé. Foi este episódio que o transformou no padroeiro dos marinheiros e pescadores.
Quando voltou da sua viagem, decidiu que não queria viver mais em Patara e mudou-se para Mira, onde viveu na pobreza, já que tinha doado toda a sua herança aos mais pobres e desfavorecidos.
Na época do imperador romano Licino, perseguidor dos cristãos, Nicolau foi encarcerado e açoitado. Com o governo do imperador Constantino foram liberados ele e outros prisioneiros cristãos. O santo morreu em 6 de dezembro do ano 345. Em meados do século VI, o santuário onde este foi sepultado transformou-se numa nascente de água. Em 1087, os seus restos mortais foram transferidos para a cidade de Bari, na Itália., que se tornou num centro de peregrinação em sua homenagem. Milhares de milagres foram creditados como cedo sua obra, actualmente S. Nicolau é um dos Santos mais populares entre os cristãos e milhares de igrejas por toda a Europa receberam o seu nome (só em Roma existem 60 igrejas com o seu nome, na Inglaterra são mais de 400).
Seu culto chegou a ser extremamente popular em toda a Europa. É Padroeiro da Rússia, da Grécia e da Turquia. São Nicolau virou também padroeiro das crianças e dos marinheiros.
Depois da Reforma Protestante, os protestantes germânicos decidiram dar especial atenção a “ChristKindl” - ao Menino Jesus, transformando-o no “distribuidor” de presentes e transferindo a entrega de presentes para a Sua festa a 25 de Dezembro. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, esta ficou colocada no próprio dia de Natal. Os católicos continuam a comemorar seu dia na data de sua morte, 6 de dezembro.

Os nomes do Papai Noel

O nome Santa Claus vem da evolução paulatina do nome de São Nicolau: Nicklauss, Klaus e Santa Claus. O nosso Papai Noel vem do francês Père Noel. Em Portugal, ele é chamado de “Pai Natal”. Dizem que “Noel” provem de “Emanoel” (em hebraico “Deus conosco”) e seria referencia à pessoa que anuncia a presença do Menino Jesus entre os Homens.

A figura do imaginário popular

Clemente C. Moore, um professor de literatura grega em Nova Iorque, em 1822 escreveu um poema a seus filhos, “Uma visita de São Nicolau”, era a versão de que Noel viajava num trenó puxado por renas e entrava pela chaminé das casas. More hesitou em publicá-lo porque achou que dava uma imagem frívola do Pai Natal. Contudo, uma senhora, Harriet Butler, teve acesso ao poema através do filho de More e decidiu levá-lo ao editor do jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, o qual publicou o poema no Natal do ano seguinte em 1823. A partir daí, vários jornais e revistas publicaram o poema, mas sempre sem se mencionar o seu autor. Só em 1844, é que More reclamou a autoria do poema...
A explicação da chaminé vem da Finlândia, uma das fontes de inspiração do poema. Os antigos lapões viviam em pequenas tendas, como iglus, cobertas com pele de rena. A entrada era um buraco no telhado. De personagem real da Turquia, o Papai Noel imaginário passou a vir do Polo Norte.
cartões de Natal do início do seculo XX

A última e mais importante característica incluída na figura de Papai Noel é sua roupa vermelha e branca. Antigamente, ele vestia-se como bispo ou usava cores próximas do marrom, com uma coroa de azevinhos na cabeça ou nas mãos. Mas não havia padrão. Seu visual foi obra do cartunista Thomas Nast, na revista Haper's Weeklys, em 1886, numa edição especial de Natal. em alguns lugares na Europa e no Canadá ele ainda é representado com os paramentos eclesiásticos de bispo e, ao invés de gorrinho vermelho, tem uma mitra episcopal.
de Nicolau a Noel

 O Papai Noel já apareceu com essas roupas na obra de Thomas Nast e em publicidades da Colgate, RCA Victor e Michelin, muito antes das campanhas da Coca-Cola.
A Tradição de pendurar meias na lareira ou deixar sapatos na janela originou-se de uma das muitas histórias sobre São Nicolau, em quem se inspira a figura do papai Noel. No passado, para uma moça era indispensável dispor de um dote para se casar. São Nicolau sobe da triste situação de uma família, sem recursos para o dote de suas filhas secretamente, ele jogou três pequenos sacos com moedas de ouro pela chaminé da casa da família. Os sacos caíram dentro das meias das moças, penduradas na lareira para secar. A história mais confiável é a que conta que Nicolau, sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, lhes aconselhou a prostituição, atirou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens.
As renas do Papai Noel ou de o Pai Natal são as únicas renas do mundo que sabem voar, ajudando o Papai Noel entregar os presentes para as crianças do mundo todo na noite de Natal. Quando o Papai Noel ou o Pai Natal pede para serem rápidas, elas podem ser as mais rápidas renas do mundo. Mas quando ele quer, elas tornam-se lentas. A quantidade de renas que puxam o trenó é controversa, tudo por causa da rena conhecida como Rudolph. Existe uma lenda que diz que Rudolph teria entrado para equipe de renas titulares por ter um nariz vermelho e brilhante, que ajuda a guiar as outras renas durante as tempestades. E, a partir daquele ano, a quantidade de renas passou a ser nove, diferente dos trenós tradicionais, puxados por oito renas. Tal lenda foi criada em 1939 e retratada no filme Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho (1960 e 1998). O nome das renas, em inglês são: Rudolph, Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Donner e Blitzen. E em português são: Rodolfo, Corredora, Dançarina, Empinadora, Raposa, Cometa, Cupido, Trovão e Relâmpago.
Cartas para santos ou de cunho religioso são uma prática existente desde a antiguidade, mas apenas a partir do século XX surgiu no mundo o ato de enviar cartas ao Papai Noel como um cunho familiar, ou seja, os pais da criança leem as cartas dela, e com a condição de serem bem comportadas durante o ano, recebem o presente como sendo de autoria do Papei Noel; às vezes de forma tão ensaiada que chegam a acreditar fielmente em sua existência. Há versões oficiais ou semioficiais de papais noeis no mundo receptoras de correspondências, e correspondem de acordo com algum critério de seleção. É comum encontrá-los em shopping centers, praças centrais das cidades, hospitais e estabelecimentos públicos, etc. Na maioria destes lugares as cartas são entregues presencialmente ou depositadas no próprio ambiente.
No Brasil, os Correios oficialmente recebem cartas endereçadas ao Papai Noel desde 2001. As mensagens são enviadas aos funcionários do Correios, mas todos os brasileiros podem se voluntariar como um Papai Noel diretamente nas agências dos Correios do país. Os correios dos países escandinavos também têm programas parecidos, mas preparados para correspondências de todo o planeta, uma vez que a Lapônia é terra dada como sendo oficialmente da origem do Papai Noel. Na Finlândia inclusive, todas as cartas dirigidas a Papai Noel ou Santa Claus e com endereço Lapônia ou Pólo Norte são direcionadas para a agência em Rovaniemi (capital da província laponesa). As cartas recebidas com remetente recebem uma resposta em oito idiomas diferentes.


O garoto propaganda do Natal da Coca Cola

O Papai Noel da Coca-Cola, por Sundblom

Haddon Hubbard "Sunny" Sundblom (1899-1976) foi um ilustrador estadunidense mais conhecido pelas imagens de Papai Noel que criou para a The Coca-Cola Company. Sundblom nasceu no Michigan, e estudou na American Academy of Art. Destacou-se por seu trabalho publicitário, mais precisamente as propagandas estreladas por Papai Noel pintadas para a The Coca-Cola Company na década de 1930. Foi também criador da imagem do Quaker Oats (velho da Quaker) em 1957, que continua sendo utilizada nas embalagens de aveia Quaker até os dias de hoje.
Em meados dos anos 1930, Sundblom começou a pintar pin-ups para calendários, trabalho que exerceu uma grande influência para muitos artistas do gênero, como Gil Elvgren, Joyce Ballantyne e Art Frahm. Sua última obra foi uma pintura para a capa da edição de Natal de 1972 da revista Playboy.

 
a arte comercial de Sundblom


Conclusão

Não se trata de demonizar nem de materializar a figura do Papai Noel. Sua figura tornou-se parte do imaginário gráfico mundial e totalmente relacionada ao Natal. É uma cultura cristã que influenciou a toda a Civilização do Ocidente, tornando-se tema de várias obras de arte, seja gráfica, musical ou outra.
Os críticos defendem que sua figura eclipsou a do Cristo, pois o Natal é uma festa religiosa cristã, mas como vimos acima, é por justamente a figura real de um bispo cristão que existe a figura alegórica.
Os defensores alegam que o Papai Noel faz com que o Natal possa ser “digerido” por todos, sem exceção, sejam eles católicos, protestantes ou mesmo ateus. Até o famoso ateu John Lennon compôs sua música “Happy Xmas (War Is Over)” em 1971 propositalmente colocando um “xis” no nome de Cristo. O Natal de Cristo passa a ser apenas mais um feriado e, com isso, mais comercial do que todos. Não é difícil ver mulheres nuas com o gorro de Papai Noel, coisa impensável num Presépio, por exemplo.
A festa do Natal é religiosa por si mesma. Os que não partilham da Fé Cristã podem ter algo dela, como a solidariedade e a paz. Se beneficiam com isso. É melhor do que simplesmente abolir o Natal.
Feliz Natal a todos! Ho, ho, ho!


 



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1- A Legenda Áurea ou Lenda Dourada (em latim: Legenda aurea ou Legenda sanctorum) é uma coletânea de narrativas hagiográficas reunidas por volta de 1260 d.C. pelo dominicano e futuro bispo de Gênova Jacopo de Varazze e que se tornou um sucesso durante a Idade Média.


  (*) empresário cultural, presidente da SAL.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Fazendo uma Boa Narrativa

Para fazer uma boa construção de sua obra, seja ela acadêmica ou romancista, é muito  importante saber apresentar seu conhecimento através das palavras adequadas. Cuidado para não usar um conteúdo muito extenso ou rebuscado, tornando a leitura enfadonha e cansativa. A leitura deve ser suave e prática, trazendo bom entendimento e compreensão para o leitor.
Outro detalhe da narrativa é o contexto e âmbito em que ela for apresentada. Se você for escrever um livro técnico, tenha muito cuidado em não usar gírias ou opiniões pessoais demais. Um livro técnico deve sempre se parecer com um livro técnico. É um estudo com uma linguagem universal no idioma "livrês" (isso, o livro fala um idioma próprio).
Existem livros que não se tornaram o esperado simplesmente porque o autor não se atentou aos pequenos e preciosos detalhes que fariam uma grande diferença.
Agora na questão de apresentar um romance, eu aconselho com a comparação com a piada: "não existe anedota ruim e sim a que foi mal contada".
Existem centenas de milhares de piadas de papagaio, de português, de bêbado, etc. Todas praticamente parecem sair da fôrma quando são publicadas ou contadas. Isso porque o autor faz uma "releitura" do que aprendeu, contando da forma mais atual possível.
Os romances de ficção podem serem comparados à essas piadas, porque também são ambientadas no mesmo aspecto, como romance de amor, de ficção, de terror, etc. O autor decidirá a melhor forma de contá-la através de sua narrativa.
Se uma história ficar focada demais em um personagem, como se fosse uma biografia, o mais recomendável é a narrativa em primeira pessoa. O melhor em utilizar esse meio é que o autor poderá investir mais na profundidade do personagem através de sua narrativa, explorando as suas emoções enquanto conta tudo o que passou durante a história.
Agora, se a história for dinâmica demais, com enredos paralelos, o melhor é a narrativa em terceira pessoa. Mas o autor precisa contar a história em uma linguagem mais acadêmica, em estilo mais jornalístico. Quanto mais neutro ele for, melhor. Nada de deixar escapar uma opinião pessoal. Lembre-se que é o livro que conta a história. O autor é apenas um empregado nesses momentos, tornando o leitor um cúmplice.

Apenas em crônicas que é melhor para que o autor use todo o seu conteúdo pessoal, abusando das comparações e linguagem. É claro que tudo isso é apenas uma opinião pessoal, mas não deixe de manter a mente aberta para analisar e comparar o que pode ser melhor para o seu estilo de narrativa.


Leo Vieira

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dicas para um Desenhista


Alexandre Martins*

Como brasileiro, desde cedo desprezei anglicismos. É como diziam das Missas em Latim: se estamos no Brasil, por que não rezar em Português?

Na área que estou, existem vários nomes, mas o mais popular é o de "Design". Ora, ser um "designer" é mais pomposo do que dizer apenas "desenhista", sendo que, no fim das contas, são a mesma coisa. No Brasil, "designer" é o profissional que trabalha em projetos, como o desenhista industrial, e "desenhista" é qualquer um que desenhe alguma coisa. Desconfie dos que exigem que sejam tratados como "designers", para eles vale a máxima do "quem não é doutor exige ser chamado como tal".

"Design" ou Desenho Industrial é a idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de objetos que serão produzidos por meio de sistema de produção seriada com padronização dos componentes. Em inglês, "design" (dizáinar) significa "desenhista de projeto" e "draftsman" (draf-tz-mén) o "desenhista artístico" ou à mão-livre.

Sou um desenhista. Mesmo fazendo desenho-animado, ainda sou um desenhista. E me orgulho muito disso.

Para os que gostam de desenhar e acham que somente sendo um "designer" terão dinheiro, seguem alguns itens que poderão ajudar a saber se sua vocação é essa:

1 - Ser curioso em relação às mais diversas áreas e gostar de estudar e de ler. Como sempre, ler é fundamental. E ler coisas boas, mais ainda.

2 - É importante ter interesse por artes visuais, mas não é imprescindível “saber desenhar”. Ou seja, procure um bom Curso de Desenho, pois nele você terá à sua disposição as orientações para saber que nem sempre é preciso ser um Michelangelo ou um Frank Frazetta para trabalhar com desenho.

3 - Desenvolver, além da aprendizagem de técnicas, o estudo de comunicação e linguagens que traduzam, resumam ou mesmo adicionem significados aos textos que serão acompanhados das ilustrações. Ou seja, conhece sua língua pátria, o Português? Deveria. Não é preciso ser um Professor Pasquale, mas falar e escrever bem ajuda muito o desenhista.

4 - Ter um portfólio de trabalhos e um cartão de visitas. Parece brincadeira, mas a grande parte dos que bateram na porta do meu estúdio não tinham nem uma pasta plástica para colocar seus desenhos, e muitos desenhavam em folhas pautadas! Faça seu portfólio lembrando da máxima "Se não está na pasta, você não sabe fazer".

5 - Definir quais as áreas em que deseja atuar e buscar o perfil das empresas que têm afinidades com seu trabalho. Na região de São Gonçalo e adjacências há muitas empresas, de todos os tamanhos e necessidades de desenhistas.Não é preciso ir para o Rio de Janeiro, muito menos para São Paulo. Bata de porta em porta.

6- Nunca aceitar convites para trabalhar de graça ou por preços irrisórios, o que desqualifica o profissional e a profissão. Parece óbvio, né? Mas muitos trabalham assim achando que irão conquistar a empresa ou o cliente. Sempre cobre alguma coisa, nem que seja um cachorro-quente...

Alguns livros como “Viver de Design”, do Gilberto Strunck (professor de minha Escola) dão orientações interessantes para designers e que podem ser utilizadas também por ilustradores.

Sobre preços, falaremos em outra ocasião.

Bons desenhos!









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(*) Empresário Cultural, bacharel em Artes (EBA/UFRJ)

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Escritor Gonçalense Recebe Prêmio com Reconhecimento Internacional

O escritor gonçalense Leo Vieira recebeu pelo jornal "O Romano" o Prêmio Internacional "Top Qualidade Acadêmica".
Leo Vieira é teólogo, capelão e colaborador em mais de quinze blogs, páginas e colunas. Seus temas são sobre o mercado literário, dicas de escrita e também sobre temas religiosos. Seus textos também são lidos em outros países.
Leo também é comendador e delegado cultural, responsável pelo registro e coordenação de três projetos de feiras literárias para a cidade de São Gonçalo (RJ) e adjacências.
Acadêmico, palestrante e colaborador em mais de trinta academias de letras, sindicatos e instituições culturais (sempre mantendo interação com as mesmas), está organizando para o próximo ano, novidades para o desenvolvimento da comunicação cultural literária, o que inclui fundação de ONGs e jornais.
Todos os projetos continuam sendo coordenados de forma voluntária e sem fins lucrativos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

No Caminho dos Livros

Vamos aprender a deixar o processo literário mais dinâmico possível. Existem muitas ideias que ainda podem ficar desorganizadas e estacionadas, faltando poucos detalhes para enfim ser organizado de vez e inserido para o caminho editorial. Esta aula está bem resumida, portanto se quiser saber mais sobre como criar título e desenvolver personagens, entre outras coisas, sugiro que acompanhe as minhas postagens anteriores, no blog da SAL.

1- Escrevendo
Desenvolva a ideia, com sinopse, personagens, ambiente, vilões, conflito, desfecho e moral da história. Todo livro precisa disso e agir nesse compasso. Não tente viajar demais porque você pode perder o rumo da história e se perder nela, a ponto de desanimar no engajamento.
Dica: Toda reportagem de jornal é uma boa sinopse. O que vai torná-la especial é a forma em que você vai ilustrá-la. É igual receita de bolo; é igual pra todos, mas pode ficar melhor, dependendo dos ingredientes utilizados e do empenho de seu cozinheiro.
Faça um bom planejamento de roteiro;
Organizando tudo, você terá o argumento (eu gosto de chamar de "esqueleto");
Escreva em tópicos, o que os personagens vão fazer; evitando diálogos (deixe isso para quando for escrever pra valer);
Se achar que o argumento está muito curto (8 páginas dá em torno de 40 laudas, o equivalente a 100 páginas de livro 14X21 cm), acrescente dois enredos paralelos e os desenvolva junto com a obra. As novelas são longas porque desenvolvem mais de 40 enredos simultâneos;
Comece a praticar com pequenos contos e crônicas. Observe o cotidiano para se inspirar;
Reunindo tudo, encare a tela em branco e mande brasa, tecendo o argumento e transformando em roteiro.

2- Construindo a obra
Procure escrever no bloco de notas (salvando várias vezes), para praticar mais a sua ortografia. Depois vai colando os capítulos no word, fazendo as eventuais
correções;
Comece cada capítulo com um momento questionador, fazendo o leitor se sentir cúmplice da trama e sempre feche o capítulo com um suspense, fazendo o leitor ter vontade de continuar a obra;
Escreva sempre de bom humor;
Faça intervalos na escrita e nunca escreva com sono ou indisposto;
Use a parte mais conflitante e intrigante da história e transforme-a em título do
livro.
Revise várias vezes a história.

3- Registrando
Encaderne de forma numerada e leve à Biblioteca Nacional, depositando o valor da taxa no Banco do Brasil;
Eu recomendo não enviar as encadernações para as editoras convencionais. Você leva de 6 a 12 meses para receber um "Não" formalizado;
Editoras convencionais dificilmente contratam escritores iniciantes. Então, mãos na massa pra ganhar reconhecimento;
Invista no aprendizado para construir o visual gráfico de seu livro. A economia será de até 300%. Um livro de 100 páginas fica em torno de R$ 300 (30 exemplares) na gráfica e as vendas totalizam um lucro de até 100%;
Faça um blog e páginas oficiais em redes sociais;
Faça propaganda virtual, divulgação de resenhas em blogs, promoções, descontos e sorteios.

4- Editoras por demanda
As editoras por demanda são gráficas especializadas no serviço editorial. São excelentes para construir e expor o seu livro à venda. Mas eles não passarão disso. O empenho de marketing literário é todo seu;
Aprenda a simplificar ao máximo os seus serviços, solicitando apenas a impressão dos livros;
A porcentagem de venda é de 10 a 20%. Em poucos casos, 30%;
Faça o orçamento antes, porque o serviço pode ficar barato na arte, mas caro demais na impressão e preço final. Daí você terá que comprar um lote para baratear e vender por conta própria. Veja só; você acabou trabalhando duas vezes para a editora e ainda vai ajudar a divulgar os serviços deles!;
Se você vai publicar muitos livros, aprenda de uma vez a ter sua própria editora, economizando e lucrando mais.

5- Livro publicado
O autor é responsável pela divulgação e marketing;
Apareça em eventos, levando pelo menos 2 livros na mochila. Logo aparecerá uma oportunidade para falar sobre seu trabalho e você acabará vendendo um livro inesperadamente;
A internet é uma grande aliada do escritor. Use e abuse de blogs, redes sociais, Twitter, Facebook, Skoob, lista de e-mails, e quando criar promoção, apresente as novidades;
Procure redação de jornal local e leve um exemplar, pedindo uma matéria. Faça o mesmo nas emissoras de rádio;
Mantenha o seu nome "aquecido" no mercado virtual, anunciando novidades, promoções, notícias, parcerias e colaborações culturais;

Muito cuidado para não cair no "conto do vigário", com parcerias mirabolantes e projetos embrionários. Seja esperto sempre!


Leo Vieira

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Você Realmente quer ser Escritor?

A intenção é ir direto ao ponto e fazer você, leitor e/ou escritor ou aspirante a
um, pensar e rever melhor os seus conceitos para saber se é realmente isso que você deseja. Nem sempre estamos seguindo as nossas próprias vocações. Saiba também que vocação é uma coisa e talento é bem outra. Muitas vezes podemos apenas estar nos entregando à modismos e tendências, o que pode fazer a nossa trajetória ilusória e até mesmo frustrada, resultando em uma grande e dolorosa decepção.
Antes de tudo, saiba que o ofício da escrita não se resume somente a elogios de blogueiros coleguinhas e da família coruja. Há um mundo perverso lá fora, cujas críticas, sejam construtivas ou não, podem ser desferidas e sentidas como um tapa com luva de ferro. Então saiba a ter um bom senso perceptivo para discernir e absorver tais comentários, que até podem ser difamatórios.
Todo mercado é competitivo e ninguém ficará de braços abertos para a concorrência.
O mercado literário é uma cova de leões famintos, onde poucos sobrevivem. É
literalmente uma lei da sobrevivência. Os mais fortes (os que mais vendem) são imediatamente recolhidos da selva e levados para uma classe mais visível. Existem muitos casos de escritores independentes que logo caíram nas graças das grandes editoras, após notarem seu rápido e considerável crescimento. A intenção do artigo não é passar o "be-a-bá" da situação, mas prepará-lo para a realidade. Se for esperto, aprenderá a ir ainda mais longe com esses conselhos.

Você é escritor ou Aspirante a Escritor?
A diferença é: O primeiro foca em atingir metas literárias mais distintas,
aprimorando suas habilidades e destacando suas referências, além de melhorar os hábitos de escrita, publicar livros, ser colunista em blogs, dar entrevistas em sites, promover eventos literários, representar projetos culturais, entre outras tarefas em prol da arte.
O segundo apenas cruza os braços e espera o dinheiro do primeiro livro cair do céu e as oportunidades surgirem de bandeja.
A trilha literária é íngreme e é formada por muitos degraus, que vão ficando mais altos em alguns momentos iniciais.

1-Ser escritor é profissão e um profissional não trabalha de graça
Partindo para a primeira dica, você começará a se tornar conhecido na blogosfera e também requisitado para muitos projetos. Preste bem atenção e aprenda a discernir o que é parceria e o que é oportunismo. Ser colunista em um blog é parceria e uma ótima oportunidade de divulgar o seu trabalho (eu participo em 15 páginas). Agora, revisar um livro, colaborar escrevendo uma peça, entre outras "ajudinhas" de graça (com a promessa de uma divulgação para um suposto e mirabolante projeto) é oportunismo dos seus "clientes", onde somente eles ganharão dinheiro e te adornarão com um crachá de paspalho.

2-Cumpra regras e seja honesto
Lembra que falei que "a trilha literária é íngreme e é formada por muitos degraus, que vão ficando mais altos em alguns momentos iniciais"? Pois é; um tropeço e você cai rolando abaixo com o peso da infâmia. Seja ético e profissional em tudo o que fizer. Seja original em seus textos. Eike Batista perdeu dezenas de bilhões por mentir sobre os seus serviços e não cumprir metas. Mas o prejuízo maior com certeza foi de perder o prestígio e o respeito de grandes clientes por  todos os países onde ele é conhecido.

3-Seja duro na queda
No Boxe, o mais importante não é a potência do soco, mas a resistência do lutador. Se o escritor escreve, mas não aguenta uma crítica, ele terá uma trilha curta, porque logo desistirá de percorrer. Aprenda a filtrar as críticas, retendo apenas as construtivas. As críticas que não tiverem valor algum, você as guarda e demonstre ao oponente o quanto equivocado e infeliz foi o tal comentário.

4- Seja Humilde sempre
Escrever é como estar em uma montanha russa; tem ação, emoção, diverte, mas também tem os seus altos e baixos. Então mantenha a mesma simplicidade, não importa o patamar em que esteja. Você sempre vai precisar de seu público e companheiros literários. Então seja sempre gentil e acessível a eles.


Se você realmente quer ser um escritor profissional, a ponto de viver totalmente do ofício, coloque essas regras na mente e os quatro tópicos na prática.



Leo Vieira

sábado, 23 de novembro de 2013

Escritor Gonçalense Recebe Honra ao Mérito Teológico

O escritor e teólogo Leo Vieira (secretário da SAL) foi outorgado com o diploma e a medalha de Honra ao Mérito Teológico, pelo Instituto Teológico Adonai (ITEAD), em Minas Gerais, com reconhecimento da Ordem dos Ministros Evangélicos Nacional (OMEN). A outorga é pelo reconhecimento do trabalho em prol de um mundo melhor e em agradecimento ao apoio e contribuição a causa do ensino teológico no Brasil.

Leo Vieira também é professor, capelão, evangelista, patrono na Academia Brasileira de Ministros Evangélicos e Teólogos (ABMET) e colaborador nos blogs "Pensamento Cristão", "Universo Teísta", "Apologética Cristã", "Cai a Máscara", "Menina dos Olhos de Deus" e "O Evangelho Puro". Todas as atividades são prestadas de forma voluntária.
Para o próximo ano, Leo Vieira prepara o lançamento de um jornal mensal (e virtual) com seções de temática cristã; a publicação de livros religiosos (já prontos) e o registro de uma instituição missionária. Todas esses projetos continuarão a ser realizados sem fins lucrativos.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Desenvolvendo uma Biblioteca Comunitária

A principal meta de um escritor é se tornar reconhecido como escritor.
O principal argumento que possa alegar o ofício do escritor são os seus livros
publicados.
Para que um escritor tenha muitos livros publicados, é conveniente que ele tenha livros vendidos.
Para que um escritor venda muitos livros, é necessário que ele seja um escritor
militante.
Para ser militante, um escritor precisa escrever muito.
Para escrever muito, nem sempre um escritor precisa apenas escrever livros.
Se um escritor não tem como publicar muita coisa, ele pode publicar em blogs.
Se um escritor publica muita coisa em blogs, ele pode conquistar leitores.
Os leitores conquistados vão acompanhar o que ele tiver publicado.
Com as vendas de suas publicações, o escritor pode publicar mais livros.
Com mais livros publicados, o escritor pode vender mais e poder investir mais.
Se ainda assim, o escritor achar cansativo e quiser andar mais devagar, vamos focar então na meta de despesa menor de investimento.

O escritor precisa se tornar conhecido, mas também precisa fazer boas ações
literárias.
Vou ensinar a fazer "Heroísmo Literário".

Um empresário quando se envolve em filantropia, precisa fazer algo pela sociedade a qual obteve sustento por meio dela. Isso é uma forma de gratidão, além de abatimento de impostos.
No caso de nós, escritores, precisamos defender e proteger o nosso espaço
literário, desenvolvendo os leitores de amanhã (literalmente, porque eles se
interessarão mais por suas obras).
Uma das alternativas é preparando a "trincheira" que receberão as nossas "armas" (livros). Esse arsenal precisa estar bem preparado e nada melhor que o próprio capitão para fazer essa tarefa tão nobre e digna de admiração.

Tópico 1: Local
Defina o espaço que receberá a sua obra e motive os soldados a cuidarem do acervo. Existem escolas em lugares carentes, condomínios e instituições que não possuem biblioteca organizada. Se ofereça para desenvolver a atividade, designando tarefas para professores, funcionários e alunos.
Material: uma sala com prateleiras, mesa e cadeiras, um fichário e, se possível, um computador para controle dos livros e dos usuários.

Tópico 2: Organização
Verifique os livros que estão no local e separe por classificação. Você também pode designar os funcionários para conseguir doações entre eles. Se a instituição tiver verba, negocie com as editoras com compra especial com desconto. Se a instituição for filantrópica, desenvolva a carta timbrada na prefeitura para que consiga doação.

Tópico 3: Catálogo
Com as obras reunidas, faça catalogação das mesmas, organizadas por temas nas prateleiras (ficção, infantil, técnico, enciclopédia, etc)
Cada aluno deverá fazer uma ficha, a qual ficará registrada virtualmente, ou por
fichário (nome, RG, CPF, endereço, e-mail e telefone). A retirada dos livros não
terá custo, mas esboce uma taxa simbólica de multa, caso não seja devolvido no prazo. A multa não tem intenção de punir o leitor, somente para ressaltar a
responsabilidade.

Fazendo isso, você terá até o mérito de ter a biblioteca batizada com o seu nome (!). Depois, visite regularmente e acompanhe as novidades. Crie circuitos literários, rodas de leitura, palestras, leitura para crianças, entre outras atividades na biblioteca.


Essa tarefa é muito nobre e conveniente para cada escritor. O resultado são reconhecimento, prestígio, respeito e divulgação cultural literária.



Leo Vieira

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Mantendo a Ordem na Biblioteca

Lembro-me muito bem de minha infância, onde a estante era racionada com brinquedos e livros. Vários livrinhos coloridos foram ganhando espaço a ponto dos brinquedos serem "despejados" e ganharem um novo lar no baú de madeira. Depois foram gibis, mais livros e depois comecei a não ter mais espaço para organizá-los. Minha mãe sugeriu que os que eu não consultava muito ficassem em uma caixa.
Algum tempo depois, quando me deu vontade de reler, decidi revisá-los e pra meu desgosto, alguns deles estavam consumidos de traças. Tratei de providenciar outra prateleira e lá foram eles de volta para de onde nunca deviam ter saído.
Atualmente, tenho algumas estantes e prateleiras com muitos livros e uma pequena pilha de gibis.
É muito importante desde cedo aprender a cuidar de seu acervo pessoal. Todos nós devemos ter o espaço pessoal para armazenar nossos livros. O ideal seria um cômodo próprio para as estantes, com uma poltrona ou puff (para as várias horas de leitura) e uma escrivaninha (para o caso das anotações). Mantenha o local bem arejado e iluminado. É importante que a biblioteca também fique sempre limpa e organizada.
Mas caso você não dispõe de espaço, faça então com que a sua sala ou o seu quarto fique organizado para a permanência de suas estantes e prateleiras, assim também com a sua constante manutenção.

- Organize os livros de ficção em uma ala própria;
- Livros de arte, Atlas, dicionários e outros livros volumosos e grandes devem ficar no alto;
- Não coloque livros deitados empilhados porque o peso os deformarão com o tempo;
- Somente revistas e jornais que devem ficar deitados e empilhados e por ordem de lançamento, com as edições mais recentes por cima;
- Não deixe os livros no fundo da estante porque acumula poeira, tira a beleza do acervo e pode dar mau hábito para acomodar e pendurar coisas inúteis;
- Porta-retratos ficam melhor na escrivaninha. Evite por qualquer outra coisa na
estante;
- Quando for tirar o pó das estantes e prateleiras, observe se não há alguns livros e revista de que não precisará mais. Doe-os à uma biblioteca ou instituição.


Bibliotecas, assim como uma lar e um veículo, também necessitam de manutenção. Saiba dar atenção, limpeza e atualização de seu acervo sempre que necessário.


Leo Vieira

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Dando Potência na Escrita

É muito comum o "vácuo nas ideias" surgir em algum momento, seja com quem for. O escritor ficava horas encarando o papel vazio na máquina de escrever e hoje continua assim, encarando a tela branca do Word. Vamos falar um pouco sobre prática.
O aspirante a desenhista começa a encarar o seu maior desafio ao analisar o desenho complexo permeado de sombras, texturas e detalhes. Ele imediatamente pensa no tempo e dedicação que gastará para detalhar tudo aquilo. O desenhista precisa aprender que não se aprende a construir um desenho da forma mais complexa. Desenho são formas geométricas aplicadas com alguns detalhes. Ele desenha o "esqueleto" de sua ideia e daí o desenho vai ganhando forma.
Organize o tamanho e proporção de sua arte, com linhas horizontais e verticais. Você agora já sabe o espaço que deverá respeitar ao apresentar o seu desenho. Depois, esboce as formas geométricas que se assemelharão com o seu desenho, seja ele um vaso, um carro, um prédio ou um personagem. Círculos, quadrados, retângulos e cilindros serão desenhados antes de formar o desenho. Em seguida, comece a desenhar por cima esses detalhes. O seu desenho está ganhando identidade e vida. A sua arte nasce finalmente.
Não é tão fácil assim. O bom desenhista é aquele que pratica muito. Repita a operação e verá que não será tão difícil quanto da última vez. Quando você faz uma história em quadrinhos, repete tanto o procedimento de desenhar o mesmo personagem que ele acaba fluindo automaticamente. Charles Schulz (Peanuts/Charlie Brown) revelou ter desenhado a cabeça redonda do personagem mais de 50 mil vezes. O que diria os animadores então, sendo que cada segundo de desenho animado tem em média 24 desenhos por segundo?
Agora, vamos focar na questão da literatura. Assim como as formas geométricas giram ao redor de tudo e estão camufladas por todos os cenários no campo visual, as histórias e personagens também estão disponíveis ao escritor, como se fosse um gigantesco pomar onírico, só esperando a sua colheita e que você use os ingredientes para você por a mão na massa na construção e ornamentação de sua obra.
            Se você não tiver ideia alguma do que começará a escrever, faça um pequeno exercício, como se fosse um hábito. Comece narrando o dia, como se fosse um diário, mas sob a perspectiva de um personagem:
"Hoje acordei com preguiça e sem vontade de fazer nada. Abri a cortina e olhei para a janela e o dia estava bonito, mas não estava o meu estado de espírito. Fui tomar café e me arrumei às pressas para mais um dia rotineiro..."
Preencha tudo isso em uma lauda, focando e mesclando conflitos pessoais com coisas boas, como se fosse um ritmo. A escrita deve caminhar em um compasso, com surpresas boas e ruins.

-Apresentação;
-Saindo na rua;
-Primeiro conflito;
-Dúvida e desafio brotando;
-Voltando para casa;
-Pensativo sobre o conflito;
-Encontro com o coadjuvante;
-Problema paralelo;
-Ápice do problema e conflitos unidos;
-Solução do enígma;
-Desfecho.

Esses tópicos preenchem um conto de 20 ou 25 páginas em formato A5, narrado em primeira pessoa, na qual é mais difícil, por não poder expandir tanto nos demais personagens. No caso de uma obra em terceira pessoa, a obra pode ficar muito maior, porque o autor pode narrar e apresentar outros personagens, em várias perspectivas e até recheá-la com histórias paralelas. Primeiro faça teste com crônicas menores. Depois passe para contos deste exemplo. Quando se sentir mais seguro, desenhe as "formas geométricas" de sua obra e com o "esqueleto" pronto (esboço do início, meio e fim) determine os personagens que participarão e siga em frente com a escrita. Nunca escreva sem rumo e sem conceito do que quer passar e para onde vai chegar. Não se comporte como um viajante sem rumo. Tenha em mãos o "mapa" de sua obra.

Boa sorte e boa viagem!


Leo Vieira
Membro e Secretário da SAL
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