quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Brasil tem novos bens registrados como Patrimônio Cultural


 

03/12/2014











Conselho Imaterial






Reunindo mestres do Maracatu e do Cavalo Marinho de Pernambuco e
representantes do povo indígena Guarani, o Conselho Consultivo do
Patrimônio Cultural, reunido nesta quarta-feira, dia 03 de dezembro de
2014, aprovou o registro do Maracatu Nação, Maracatu Rural e Cavalo-Marinho, de Pernambuco, e da Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani, que se localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS).


O Maracatu Nação, também conhecido como Maracatu de
Baque Virado, com a grande maioria dos grupos concentrada nas
comunidades de bairros periféricos da Região Metropolitana de Recife, é
uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo e um
cortejo real, que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o
carnaval.  No cortejo estão personagens que acompanham a corte real,
como o séquito do rei e da rainha do Maracatu Nação e outras figuras,
entre elas as baianas, os orixás, as calungas – bonecas negras
confeccionadas com madeira ou pano, consideradas ícone do fundamento
religioso e marco identitário dos maracatus nação. Os grupos são
compostos majoritariamente por negros e negras e carrega elementos
essenciais para a memória, a identidade e a formação da população
afro-brasileira.


O maracatu de baque solto, maracatu de orquestra, maracatu de trombone, maracatu de baque singelo ou Maracatu Rural
ocorre durante as comemorações do Carnaval e da Páscoa. É composto por
dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da
Mata, também tem apresentações na Região Metropolitana do Recife e
outras localidades. Esta herança imaterial é revelada em gestos,
performances, nos pantins de caboclos e dos arreiamás, na dança das
baianas, nas loas dos mestres, nas indumentárias vestidas pelos
folgazões. A expressão do Maracatu Baque Solto está tanto na sua
musicalidade, um tipo de batuque ou baque solto, como por seus
movimentos coreográficos e indumentária dos personagens e pela riqueza
de seus versos de improviso. O aspecto sagrado/religioso/ritualístico é
presente no folguedo durante todo o ano, durante os ensaios e sambadas,
dando à manifestação a característica de ser o segredo do brinquedo, tão
caro a seus detentores.


O Cavalo-Marinho é uma brincadeira popular
envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas é o que
caracteriza o Cavalo-Marinho, apresentado durante o ciclo natalino. Ceus
brincadores são, em geral, trabalhadores da Zona da Mata, mas também
ecoa na região metropolitana de Recife e de João Pessoa (PB), entre
outras localidades. No passado, era realizado nos engenhos de
cana-de-açúcar e seu conhecimento é transmitido de forma oral. Durante a
apresentação são representadas as cenas do cotidiano e do mundo do
trabalho rural, com variado repertório musical, poesia, rituais, danças,
linguagem corporal, personagens mascarados e bichos, como o boi e o
cavalo (que dá nome à brincadeira). Contém ainda louvação ao Divino
santo Rei do Oriente e possui momentos em que há culto à Jurema Sagrada.


A Tava, Lugar de Referência para o Povo Guarani se
localiza no Sítio São Miguel das Missões (RS). Para o povo Guarani, a
Tava é de suma importância por ser o local onde viveram seus
antepassados. É também um lugar de referência por ser um espaço vivo que
articula concepções relativas ao bem-viver, integra narrativas sobre a
trajetória deste povo e é diariamente vivenciada como lugar de
atividades diversas e de aprendizado para os jovens. Estar na Tava
aciona dimensões estruturantes e afetivas na vida social e na memória
dos Guarani-Mbyá, promovendo sentimentos de pertencimento e identidade.
Enquanto patrimônio cultural, a Tava converge significados e sentidos
atribuídos pelo povo indígena Guarani-Mbyá ao sítio histórico que abriga
os remanescentes da antiga Redução Jesuítico-Guarani de São Miguel
Arcanjo. O sítio histórico foi tombado pelo Iphan em 1938 e declarado
patrimônio da humanidade, pela Unesco, em 1983.


Pautas
A 77ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio também analisará, no dia 04 de dezembro, a proposta de tombamento da Coleção Geyer, do Museu Imperial de Petrópolis (RJ), do Acervo do Museu de Artes e Ofícios de Belo Horizonte (MG) e do Terreiro Zogbodo Male Bogun Seja,
de Cachoeira (BA). O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é
formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo,
arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 23 conselheiros que representam
instituições como o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), o Conselho
Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), a Sociedade de
Arqueologia Brasileira (SAB), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ministério da Educação, o
Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro
dos Museus (Ibram), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA) e mais
13 representantes da sociedade civil, com conhecimento nos campos de
atuação do Iphan.


Serviço
77ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dias:
  03 e 04 de dezembro de 2014
Horário: 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
           SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul - Brasília – DF




fonte:.:: IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional ::.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

HQs: da internet para os livros


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Por Gabriela Colicigno - El País – Observatório da Imprensa

O mundo das histórias em quadrinhos viu na internet uma ferramenta
para se reerguer. Com as redes sociais e a facilidade de criar um blog,
muitos desenhistas e roteiristas investiram em tirinhas para a internet,
para se tornarem conhecidos e divulgar seu trabalho. “Antes, tirinha
era coisa de jornal, dominada pela mídia impressa. Com a internet, novos
autores ganharam espaço”, coloca Carlos Ruas, autor dos quadrinhos doUm Sábado Qualquer, que retrata os deuses de várias mitologias de uma forma divertida.




Para Maurício Muniz, editor da Mundo Nerd, das linhas de quadrinhos
da Gal Editora e da Editora Peirópolis, “a internet tanto ajuda o autor a
ficar conhecido com um custo mínimo, quanto ajuda a divulgar o
trabalho”. E é assim que muitos autores que depois vão para o mundo dos
impressos começam: com tirinhas publicadas na internet. Esse é o caso de
Ruas, Pedro Balboni (Joãos e Joanas, que traz a conversa entre duas joaninhas) e de Paulo Kielwagen (Blue e os gatos,
tirinhas sobre a vida de um grupo de gatos). “Comecei a fazer tirinhas
sobre o cotidiano dos meus gatos, porque era um tema fácil e que rendia
bastante”, explica Kielwagen. O ilustrador e roteirista já havia
publicado alguns livros de quadrinhos antes, mas nenhum sozinho. Depois
de um ano de tirinhas, resolveu lançar o primeiro livro, canecas e
camisetas. “As pessoas gostam do seu personagem e querem comprar coisas
dele”, explica. Suas tirinhas contam as histórias de vários gatos,
protagonizando cenas do cotidiano de forma engraçada, inclusive de sua
vida real, como o nascimento de sua filha e a relação dos gatos com a
criança.




Já Pedro Balboni tem uma história diferente: ele também começou na
internet, mas conta que não sabe desenhar. “Eu só sou roteirista. Para
resolver isso, criei duas joaninhas que sempre são iguais e escrevo os
diálogos”, diz ele. Esses diálogos entre as joaninhas abordam vários
temas, desde pensamentos filosóficos à discussões cômicas sobre a vida.
Na hora de lançar uma compilação das tirinhas em forma de livro, Balboni
chamou vários outros quadrinistas brasileiros para redesenhar suas
histórias, e assim nasceu o livroFulanos e Fulanas, publicado
de forma independente. As histórias são as mesmas publicadas na
internet, mas com os traços de outros desenhistas, que dão às joaninhas
novas personalidades. O autor já conta com cinco livros publicados desde
2009, e diz que o que ganhou com os primeiros serviu para financiar o
lançamento dos outros.




A maneira mais simples de publicar tirinhas atualmente, segundo os
desenhistas, é de modo independente. “Ainda há muita desconfiança por
parte das editoras tradicionais”, afirma Ruas. Ele, que lançou já vários
livros por meio destas, explica que o mercado ainda é relutante em
publicar no impresso algo que está disponível gratuitamente na internet.
“Mas não funciona assim. Quem gosta, vai comprar o livro também, tive
bastante retorno e mostrei que é possível ganhar dinheiro com isso”.
Além dos livros, ele vende almofadas, cadernos e bichos de pelúcia de
seus personagens.




Segundo Muniz, as editoras, aos poucos, estão notando o crescimento
do mercado de quadrinhos nacionais. “Há bastante gente querendo
publicar, então elas precisam ser seletivas”, conta. Com certa
relutância dos meios mais tradicionais, os autores independentes têm
buscado outros meios de lançar seu trabalho em papel. Um dos mais
importantes é o Catarse, um site de crownfounding,
em que eles anunciam um projeto e as outras pessoas podem investir se
gostarem. Muitas vezes, investindo um certo valor, elas recebem um
exemplar do livro de quadrinhos. Isso permite que os mais variados
projetos tomem forma. O segundo livro de Paulo Kielwagen, por exemplo,
foi lançado assim, depois de ele ter financiado o primeiro por conta
própria. Com tiragem de 1.000 exemplares, ele atingiu o financiamento de
17.915 reais, quase 3.000 a mais d que a meta. Essa é uma saída para
quem tem a ideia de lançar um livro, mas não tem dinheiro para começar.




Em 2013, segundo relatório do próprio Catarse, dos 71 projetos de
quadrinhos lançados no site, 41 deles obtiveram investimento suficiente
para sair do plano das ideias, sendo o quarto segmento com maior taxa de
sucesso do site. Atualmente existem 21 projetos de quadrinhos em
andamento e outras dezenas com metas atingidas. A exemplo de comparação,
há dois anos o número total de projetos beirava os 20.




De qualquer forma, todos os autores são otimistas: há bastante espaço
no mercado brasileiro para quem estiver disposto a criar. “A produção
puxa o mercado”, afirma Balboni. Ele, assim como os outros, também
concordam que há mais espaço para divulgar os quadrinhos fora da
internet, nos diversos eventos voltados para esse nicho que ocorrem no
Brasil, como a GibiCon, em Curitiba, a Brasil Comic Con e a Comic Con
Experience, ambas em São Paulo. Sem contar os eventos menores, que
reúnem fãs de quadrinhos como o Festival Guia dos Quadrinhos, que
aconteceu em São Paulo no mês passado. De acordo com Carlos Ruas, quem
quiser entrar nesse mercado deve “começar a desenhar, criar um blog e
estar em todas as redes sociais. E procurar fazer um bom trabalho”.





fonte: HQs: da internet para os livros | revistapontocom

Escritor Atemporal

Perdemos um grande artista e também escritor, que nos deixa uma grande lição e conteúdo cultural artístico.
Escrever é um grande dom, uma arte para poucos. São muito poucos os que realmente conquistam tamanha notoriedade.
Qual seria o segredo do texto que conserva a graça e genialidade ao longo do tempo? São muitos.
Pode-se dizer que um texto pode durar na sua graça se for simples. O humor textual deve ser rápido e prático, onde todos podem captar e achar graça. E sempre que for lê-lo, vai continuar se divertindo.
É o exemplo das fábulas. Tantos clássicos que continuam entretendo crianças e adultos e outras gerações de crianças. Uma boa história pode ser contada e recontada várias e várias vezes e continuará sendo especial.
O caráter também fica expresso nas obras do artista. Portanto, seja também humilde e as suas obras lhe engradecerão.

Leo Vieira

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