terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Os Livros Infantis

Desenvolver e escrever um livro infantil é um grande desafio para qualquer escritor. Isso porque antes de tudo, ele precisa analisar diversos fatores antes de se conscientizar se o enredo é conveniente para tal formato e assim adaptá-lo com qualidade, explorando a linguagem mais adequada.
A grande responsabilidade na tarefa de escrever para crianças é que o autor precisa desenvolver a imaginação e criatividade delas através da leitura. É uma atividade tão gratificante quanto competitiva.
Não se necessita de altas pesquisas para poder compor um bom livro infantil. O principal é que o escritor se situe em que faixa etária ele apresentará a sua obra, utilizando a linguagem mais específica.
Para poder se acostumar e familiarizar, o escritor precisa antes fazer uma pesquisa básica nas livrarias e bibliotecas sobre os livros infantis mais populares. Analise as suas linguagens e tente passar uma história própria no formato e linguagem desses livros. Quanto mais se aprofundar na análise do mercado, melhor.
O bom também é aprender ao máximo a diferenciar a faixa etária de cada obra. Se souber identificar de início, ficará mais preparado para quando for escrever.
Observe as crianças, as suas forma de se expressarem, de aprendizado e ótica do mundo. Se tiver oportunidade, leia para crianças de orfanato, creche ou igreja e observe se elas ficam atentas ou entediadas.


Compreendendo as faixas etárias de um livro infantil:
Até 3 ou 4 anos: Nesta fase, a criança ainda não sabe ler; no máximo, reconhecerá as letras do título da obra e associará a história com as figuras. Os livros geralmente tem o tamanho de 21x21 cm e são ricamente ilustrados, entre 8 e 12 páginas, com parágrafos curtos por página. Os enredos são focados em formas, números e cores, com mecanismos, texturas e outros componentes para entreter a criança pequena. Outros formatos são em borracha, para acompanhar na piscina e em tecido, para decorar a cama e acompanhar no sono.

5 e 6 anos: Nesta fase, as crianças já sabem ler e ficam orgulhosas ao ler e compreender um livro sozinhas. Neste caso, as obras continuam com o formato de 21x21 cm e com muitas ilustrações, porém as letras podem ser reduzidas e as páginas podem ir até 32 de numeração. Os personagens podem ter as características mais construídas e as emoções e conflitos devem ser semelhantes às das crianças, para causar mais identificação e entrosamento.

7 e 8 anos: A criança está mais familiarizada com a leitura e quer se parecer com os pais leitores. Para essa faixa etária, os livros podem começar a reduzir de tamanho, com mais páginas (30 à 40 páginas) e também com ilustrações menores e em preto e branco (somente a capa colorida e em um traço menos infatil). As histórias podem ser maiores e ganhar capítulos curtos, com diálogos e ação. 

8 a 10 anos: Os livros para essa faixa etária começam a ganhar aspecto de literatura adolescente. Para esse grupo, pode-se aumentar as páginas para até 60, reduzir mais o tamanho do livro, dividir a história em mais capítulos curtos, e manter as ilustrações em preto e branco apenas no fim de cada capítulo.

10 a 12 anos: Para os pré-adolescentes, as histórias precisam ficar mais complexas, reforçando no conteúdo e humor. Pode-se explorar sub-enredos paralelos e também abordar aspectos mais sofisticados, de história, suspense e até mistérios da ciência. O formato geralmente é 14x21 cm e somente a capa e contracapa têm ilustrações. A paginação não pode passar de 100.

Para as crianças acima de 12 anos, o aspecto pode ser semelhante ao do livro de 10 à 12 anos, mas com uma paginação um pouco maior e com capa mais colorida e com menos desenhos. Os melhores temas são os que abordam questões e problemas típicos de adolescentes e jovens. Portanto personagens com esses aspectos ganham muito espaço e identificação por elas. Dessa fase, já se pula para a ficção normal, onde os adolescentes já aproveitam e aprendem rapidamente.

Agora é só observar qual delas a sua história se enquadra e escrever.


Leo Vieira 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Sua cultura determina aquilo de que você se lembra

 

Sua cultura determina aquilo de que você se lembra




Os detalhes de um evento de que você se lembra - como a sua última festa de aniversário - são determinados em parte pela sua formação cultural.
Os norte-americanos, por exemplo, tendem a se concentrar em detalhes visuais primários, como a cor das decorações da festa ou o tipo de cereja no topo do bolo.
Já os asiáticos se lembram melhor de detalhes interpessoais - quem serviu o bolo ou quem dançou na festa.
"Sua cultura influencia o que você percebe como sendo importante ao seu redor," resume Angela Gutchess, professora de psicologia na Universidade Brandeis (EUA). "Se a sua cultura valoriza as interações sociais, você vai se lembrar dessas interações melhor do que uma cultura que valoriza as percepções individuais. A cultura realmente molda a sua memória."

Para explorar a forma como os dois estão relacionados - cultura e memória -, Gutchess e sua equipe realizaram uma série de testes de memória em alunos dos Estados Unidos e dos países do Leste Asiático, incluindo China, Japão e Coreia.

Ambos os conjuntos de estudantes tiveram notas semelhantes nos testes de memória em geral, mas os estudantes norte-americanos se saíram melhor na recordação de objetos específicos.
"Estudos anteriores haviam mostrado que os leste-asiáticos são mais capazes de se lembrar de detalhes contextuais e de fundo, mas este estudo mostrou que nem sempre este é o caso," disse Gutchess. "Isso pode ser porque a memória dos asiáticos é mais focada no contexto emocional e em detalhes sociais do que em detalhes visuais."

Entender uns aos outros

De acordo com Gutchess, entender como a cultura afeta a memória pode melhorar as interações pessoais - das relações diplomáticas aos estilos de ensino em sala de aula.

A memorização, por exemplo, pode funcionar para algumas culturas, enquanto uma abordagem mais baseada no contexto da aprendizagem pode funcionar melhor para outras.

"Se pudermos entender como nos lembramos, nós podemos começar a realmente entender melhor uns aos outros," diz ela.

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