sexta-feira, 10 de julho de 2015

A História reescrita e a censura da ficção



Se há uma obra de ficção que
indiscutivelmente impactou-me como leitora e escritora de ficção foi o
grandioso épico “E O Vento Levou”, de Margaret Mitchell, que li ano
passado. A escrita magistral brinda-nos com personagens descritos
brilhantemente tanto no aspecto físico como emocional e extremamente bem
construídos, bem como falas inesquecíveis vindas muitas vezes de
personagens secundários (Beatrice Tarleton, a criadora de cavalos, por
exemplo) e um bem construído background histórico da Guerra de Secessão (1861-1865) sob a ótica dos estados Confederados (sul dos EUA).
E é exatamente devido ao momento
histórico retratado tanto pelo livro como pelo filme nele baseado que os
militantes da praga politicamente correta têm cada dia mais fomentado a
celeuma que se ergue contra esse grande clássico da literatura
americana. No artigo “‘Gone With the Wind’ should go away with the Confederate flag”, Lou Lomenick sugere que “E o Vento Levou” deveria ser banido por se tratar, segundo ele, de um obra “racista”.
Uma breve observação. Desde o bárbaro
atentado a uma igreja protestante em Charleston perpetrado por um
psicopata racista no qual 9 pessoas morreram, muitos na esquerda
americana têm insistido com a ideia de que é preciso banir dos olhos do
público a bandeira que representou os então Estados Confederados durante
a Guerra de Secessão, pois ela incentivaria o racismo, uma vez que o
assassino tinha fotos com a dita bandeira. Bem, isso é querer negar a
história. Ainda que sim as grandes plantations do sul dos EUA
utilizassem mão-de-obra escrava e não quisessem abrir mão de tal forma
de produção, a bandeira representa um fato histórico ocorrido e que
exatamente por isso não pode e não deve ser negado. E mais que isso:
deve ser conhecido amplamente para que jamais se repita. Acredito que
ostentar a bandeira Confederada por si só não faz de alguém um racista
assim como o não ostentá-la não quer dizer que o sujeito não seja
racista.
GoneWithTheWindÉ
seguindo esse mesmo raciocínio que Lomenick propõe banir “E O Vento
Levou”. Segundo ele, a história “transmite a ideia de que a Guerra Civil
era uma nobre causa perdida e que os yankees (americanos do
norte do país) e simpatizantes foram grandes vilões tanto na guerra como
na reconstrução”. Bem, “E O Vento Levou” retrata a Guerra de Secessão
sob a ótica dos fazendeiros do sul dos EUA, que faziam uso de
mão-de-obra escrava na lavoura e na pecuária, de modo que a ficção é
verossímil, ou seja, condizente com a realidade daqueles personagens.
Nesse contexto, necessariamente os personagens sulistas sentem-se
violados pelos soldados do norte: eles estupraram suas mulheres,
roubaram suas casas e mantimentos, queimaram suas terras – todos atos
típicos de uma guerra, é claro, mas evidentemente bárbaros. E é óbvio
que para aqueles personagens a guerra era uma causa nobre, pois era o
modo de vida deles que estava em jogo. Hitler também julgava a Segunda
Guerra uma causa nobre, quem entra em uma guerra sempre achará nobre a
sua própria causa, por mais pérfida que ela seja. Assim, ainda que seja
abominável defender a escravidão, os personagens de uma obra ambientada
naquele período e naquele lugar, naturalmente a defenderiam.
Surpreendentemente, no livro ao menos, subentende-se que o protagonista,
Rhett Butler é um abolicionista que se cala para não sofrer retaliações
em meio aos que pensam diferente dele.
Sim, o filme não faz referência à KKK
(Ku-Klux-Klan), mas o livro sim. O livro a retrata como algo bom?
Depende. As mulheres consideravam perigoso envolver-se com aquilo, porém
o envolvimento é, dentro da trama ao menos, justificado diante a
política estabelecida durante a reconstrução segundo a qual autoridades
fariam vista grossa a crimes cometidos por negros recém-libertos. Para
mim, em particular, isso não é uma boa justificativa para se criar uma
organização como a KKK, pois não há justificativa nenhuma aceitável para
isso. A grande questão exposta na narrativa que Lomenick não menciona é
que o livro claramente mostra a Klan como surgida no seio do partido
Democrata, ao qual eram vinculados os grandes produtores rurais do sul.
Sim, o mesmo Partido Democrata que hoje posa de defensor de minorias e
monopolista das virtudes foi contrário à abolição da escravidão e
fundador da KKK, enquanto a abolição foi uma causa abraçada e
ferrenhamente defendida pelos Republicanos desde a fundação do partido,
sempre ligado a causas afins ao Liberalismo Clássico. Racistas não são
os Republicanos, como gostam de pregar os Democratas, mas sim estes, que
fomentam dia após dia a luta de classes em seus discursos inflamados
que estimulam negros a odiar brancos por causa de um passado que na
verdade pertence a toda a humanidade, visto que a escravidão foi
verificada desde o início dos tempos. E mais ainda se considerarmos que
em países socialistas populações inteiras são escravas de seus governos
autoritários.
Sobre o livro, ainda digo mais. Mammy, a
escrava do lar dos O’Hara, que dizia orgulhosa que nasceu na casa
grande dos Robillard e jamais pisou em uma senzala (e que se recusava a
trabalhar no campo mesmo quando as senhoras semearam e colheram algodão
com as próprias mãos), é retratada como uma das personagens mais
brilhantes e queridas pelas demais personagens da história. Mais que
isso, Mammy é astuta, mas também dura com aqueles com quem ela se
preocupava. Nenhum negro no livro é descrito como mera máquina de
trabalho, mas como seres humanos dotados de sentimentos, de
personalidade. Dizer que essa é uma história racista porque eles eram
escravos em uma época que assim infelizmente o era na vida real? A
propósito, a própria Hattie McDaniels, grande atriz que deu vida a Mammy
no cinema, foi frequentemente boicotada por movimentos negros sob a
alegação de que ela “ajudava a manter o estereótipo servil do negro na
sociedade ao aceitar representar domésticas e serviçais”, ao que a atriz
reagia dizendo que preferia ganhar 700 dólares por semana para
interpretar uma criada a ganhar 7 dólares por semana para ser uma
criada. Big Sam, outro dos personagens egressos dos campos de Tara
salvou Scarlett de ser estuprada por negros que eram bandidos. Havia
negros e brancos bons e maus nessa história, tal como na vida real e
negar isso é desconhecê-la.
Banir a história mais épica escrita no
século XX porque ao retratar uma realidade da época que ela descreve
sensibilidades são feridas é levar a novilíngua a um novo nível. É
claramente querer reescrever a história só porque há episódios feios
nela. E isso não é exclusividade do atual momento dos EUA. O que foi a
“Comissão da Verdade” senão uma tentativa de reescrever a história do
Brasil? Desde quando uma comissão que se pretende “da verdade” apura
apenas um lado do conflito? Por que apenas militares que cometeram
crimes durante o Regime Militar foram rotulados como “malvados”, quando é
sabido que os terroristas de esquerda do período não tiveram a morte de
suas mais de 100 vítimas sequer apuradas? Porque construir a narrativa
histórica que será impressa nos livros de história, no caso tratando os
terroristas como democratas que sofreram nas mãos de autoritários
bárbaros e de maneira unilateral, é o que irá determinar o sucesso da
militância no futuro.
Portanto, considerar “E o Vento Levou”
um filme racista devido ao fato de retratar os sulistas democratas (sim,
eram todos democratas, os republicanos que desde o início defenderam o
fim da escravidão e sim, foram os democratas que criaram a KKK)
defendendo a escravidão no período em que historicamente eles de fato
defendiam a escravidão não é só uma excrescência, é doentio. Fazia parte
da realidade daquele período aquelas pessoas terem escravos; fazia
parte da realidade das pessoas daquele período ter saudades de como
levavam a vida antes da guerra (lembrando que os soldados do norte
muitas vezes atearam fazendas inteiras com famílias no interior da casa
grande).
Independentemente do quão condenável
seja o ponto de vista de um personagem, nós que escrevemos ficção
devemos ser livres para criarmos qualquer espécie de personagem e, mais
que isso, não podemos tolerar que limitem nossa liberdade de expressão. E
quando escrevemos algo tendo como pano de fundo algum grande evento
histórico, não podemos ser tolhidos de expressar a visão de nossos
personagens de acordo com a posição que ele ocupa dentro daquele
contexto histórico. Vamos banir filmes que retratem o holocausto só
porque necessariamente haveria personagens nazistas que o defenderiam?
NÃO! JAMAIS! Isso seria falsear a realidade por trás de uma narrativa
ficcional, porém verossímil. E jamais devemos conceder a ninguém a
prerrogativa de reescrever a história, sobretudo tentando esconder o que
nefasto aconteceu.




Thaís Gualberto, bacharel em Ciências Econômicas pelo Instituo Brasileiro de Mercados e Capitais (Ibmec-RJ).




A História reescrita e a censura da ficção | Reaçonaria

terça-feira, 7 de julho de 2015

Editores baianos investem em produção artesanal de livros



Eron Rezende




  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    Reinofy Duarte e Suzana Rezende , da Domínio Público - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE


    Reinofy Duarte e Suzana Rezende , da Domínio Público

  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    A ilustradora Flávia Bomfim criou a editora Movimento Contínuo - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE


    A ilustradora Flávia Bomfim criou a editora Movimento Contínuo

  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    Reinofy Duarte e Suzana Rezende , da Domínio Público - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE


    Reinofy Duarte e Suzana Rezende , da Domínio Público

  • Fernando Vivas | Ag. A TARDE
    A ilustradora Flávia Bomfim criou a editora Movimento Contínuo - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE


    A ilustradora Flávia Bomfim criou a editora Movimento Contínuo
  1. 1
  2. 2
Na primeira Feira de Publicação Independente da Bahia, realizada em
abril deste ano, 47 expositores ocuparam o vão central da Biblioteca
Pública, nos Barris, com uma fartura de produções que pareciam simular
um parque de diversões do mercado editorial.



Havia livros que se desdobravam em labirintos, pacotes de pipoca que
escondiam poesia, livretos numerados como são numeradas as joias - a
maior parte das criações, assinadas por pequenos grupos dos quais ainda
pouco se ouve falar no estado. "Foi uma catarse", lembra a ilustradora
Flavia Bonfim, organizadora do evento. "Serviu para escoar uma produção
que há muito tempo vem acontecendo na Bahia".



A produção, no caso, é um sinal do tempo. Hoje, já se sabe que a
internet não levou à extinção dos livros. Pelo contrário, ela parece ter
conduzido a um renascimento das publicações impressas. Nota-se isso na
forma como obras clássicas da literatura, que durante tanto tempo
estiveram disponíveis como folhetos baratos, estão sendo reeditadas com
projeto visual apurado - livros para serem manejados e admirados como
objetos de luxo. O raciocínio é: já que se tem acesso a conteúdo
eletronicamente, os leitores devem desfrutar das inúmeras possibilidades
de um livro.



Para os editores independentes, como os que exibiram seus trabalhos na
Biblioteca Pública, a moeda é a engenhosidade. "Você faz com o que tem:
uma impressora, uma linha para costurar as páginas, um conceito", diz
Flavia, que possui a "editora de uma mulher só", Movimento Contínuo, na
qual imprime as próprias ilustrações e trabalhos de fotógrafos amigos.
"Há muitos artistas que veem na publicação independente uma forma de
divulgar seus trabalhos e de ter controle sobre a edição. Mas não é um
mercado só para artista e designer. Acho que todo mundo pode desenvolver
uma relação íntima com o impresso".



Sem crise



A crescente das edições independentes e autorais está em todo o país.
Num paralelo, há a Feira Plana, de São Paulo, que reuniu, em fevereiro
deste ano, 120 expositores de 12 estados. E há, ainda, as feiras Livre e
Tijuana, também em São Paulo, a Parada Gráfica, que acontece há três
anos em Porto Alegre, a Pão de Forma, no Rio de Janeiro, e a Espanca, em
Belo Horizonte.



Comparecer a qualquer um desses eventos pode gerar impulsos
conflitantes aos apaixonados por livros. O primeiro deles é comprar
tantos quanto se pode. O segundo: lançar o próprio selo independente. E,
então, vem o terceiro: não lançar o próprio selo, porque todas as
fantasias que se poderia ter para um livro talvez já tenham calhado a
alguém e esse livro fora planejado e produzido em detalhes.



"A cada evento que participo me surpreendo mais com o apoio do público,
dos participantes e com a possibilidade de espaço para produção
editorial independente", diz Laura Castro, que, ao lado de Flavio
Oliveiras, fundou a Sociedade da Prensa, ateliê no Santo Antônio Além do
Carmo que vem editando trabalhos de poetas e artistas gráficos baianos.



"Fala-se tanto em crise do mercado editorial, mas em muitas feiras você
encontra gente que já vendeu dois, três mil exemplares. É comum o
pessoal dar soldout", diz Castro. "Em dia de feira, tem gente que às
cinco da tarde está limpando a mesa, colocando plaquinha de que foi
passear porque já esgotou".



O funcionamento da Sociedade da Prensa é uma síntese de como costumam
se movimentar as pequenas editoras. O ateliê cede aos autores uma
impressora caseira e uma máquina de serigrafia; os autores bancam a
impressão; a qualidade da publicação, os tipos de papel e as cores são
decididos em conjunto; o preço de venda, quase sempre, serve apenas para
bancar o custo de produção, o que leva a receita de que não se entra
neste mercado para ganhar dinheiro e todos dividem seus tempos com
outros empregos.



Como as feiras são as principais portas de saída das publicações (há,
ainda, pequenas livrarias, virtuais ou não), Laura e Flavio planejam,
para novembro deste ano, em Salvador, a Feira Taboão, um desdobramento
do evento ocorrido em abril. A Taboão ainda é um plano porque o casal
permanece em busca de apoio, ou seja, um espaço gratuito e que comporte
expositores e público.



Circular



A palavra que mais se ouve no ramo das publicações independentes é
"rede", seja quando o que se publica são apenas livros de artistas, como
faz a editora experimental Tiragem, ligada à Escola de Belas Artes da
Universidade Federal da Bahia, ou textos filosóficos, como faz o selo
editorial Azulejo, que funciona num dos quartos da casa da designer
Isabel Simões.



"Você sempre conta com a colaboração de alguém, seja para ceder um
texto, editar ou mesmo dar uma opinião", diz Isabel, que fundou a
Azulejo após ingressar no curso de filosofia da Ufba e sentir falta da
circulação dos textos produzidos pelos colegas. "Ainda que seja através
de um esquema artesanal, ninguém faz um livro para guardar debaixo da
cama. Há sempre uma vontade de fazer a informação circular. Como a
internet já é uma excelente plataforma para isso, o livro é o canal para
pensarmos o melhor formato para apresentar essa informação".



Em 2014, a Azulejo colocou no mercado cinco livretos com ensaios de
alunos do curso de pós-graduação em filosofia da Ufba. A impressora
usada foi a japonesa Risograph, feita originalmente para impressões mais
simples e que funciona quase como uma copiadora, mas que gera um
acabamento que se aproxima da serigrafia e do estêncil. "Possibilitar um
trabalho bonito e viável é o principal objetivo de um editor
independente", define Isabel Simões.



A ideia de uma "rede" aplica-se, também, ao intenso diálogo travado
entre autores e editores. Como não há contrato e ninguém trabalha por
obrigação, impera a conversa. Ou, como batiza o produtor Reinofy Duarte,
"a prevalência do 'nosso'". "É preciso gostar da jornada, não apenas da
meta. Se não for assim, dificilmente se chegará ao livro", diz.



Duarte, em sociedade com a designer Suzana Rezende, criou os selos
editoriais Esquema 42 (o número é uma referência ao prédio onde mora) e o
Papel Real. O primeiro, dedicado à poesia, publicou Quarenta e uns
sonetos catados (2013), de Alex Simões. O segundo, voltado aos contos,
apresentou O autor do leão (2014), de Saulo Dourado. Os dois livros
saíram com uma tiragem de 220 exemplares e já estão esgotados.



"No caso do livro de Saulo, incentivado por ele próprio, deixamos que
cada um pagasse o que quisesse. Teve gente que deu 20, 50 reais. Apenas
uma pessoa pagou dois reais pelo livro", lembra. "Nós não encaramos o
que fazemos como uma atividade lucrativa. O objetivo é pagar os custos e
ainda repassar 20% do valor arrecado para os autores. Nas duas obras,
conseguimos fazer isso".



O próximo passo, antecipa, será lançar um selo dedicado às crônicas e,
quem sabe, organizar um livro com seus próprios textos, aqueles que
"ficam pegando mofo na gaveta". Como justificativa para a empreitada,
ele recorre a uma crença que funciona como um elo entre os editores
independentes.



"Livros se tornaram não só textos a serem lidos, mas também fonte de
certo prazer hedonista, como caixas de joias", diz. "Mas os livros têm
uma característica peculiar: nunca se esvaziam, repõem a si mesmos de
forma contínua".



Entre em contato



Sociedade da Prensa |  Feira de Publicação Independente | Editora Tiragem



Editores baianos investem em produção artesanal de livros - Muito | Portal A TARDE







segunda-feira, 6 de julho de 2015

Exposição de arte Retalhos d’Alma





MARIA CECILIA CAMARGO
Retalhos d’Alma
07 a 21 de julho de 2015




Mostra de pinturas, desenhos, colagens, aquarelas e gravuras de Maria Cecilia Camargo explora a figura feminina



Com realização da Nossa Galeria de Arte (ngarteprodutoracultural.com.br), o Clube de Engenharia abre no dia 07 de julho, das 18 às 20 horas, a exposição “Retalhos d’Alma” da artista plástica Maria Cecilia Camargo. Com entrada gratuita, a mostra permanece aberta à visitação na Galeria de Exposições do Clube de Engenharia até o dia 21 de julho de 2015, de segunda a sexta das 10 às 18 horas.

Segundo Xanda Nascimento, Curadora da Nossa Galeria de Arte, a “exposição traça um recorte temático na produção artística de Maria Cecilia Camargo com obras que colocam em evidência seu fascínio pela figura humana, em especial o universo feminino”. Além de pinturas, desenhos, colagens, aquarelas e gravuras, a exposição também apresenta objetos do atelier da artista. Xanda Nascimento explica que “ao trazer para o ambiente expositivo elementos do seu processo criativo, Maria Cecilia compartilha a intimidade de sua poética plástica, possibilitando ao visitante observar não somente o conjunto das obras expostas, mas também o meio circundante e fértil onde as mesmas foram criadas”.


SOBRE MARIA CECILIA CAMARGO

Desde criança a curitibana Maria Cecilia Camargo demonstrou seu amor pela arte, frequentando a Escola de Arte da Biblioteca Pública de Curitiba. A partir da década de 70 passou a residir no Rio de Janeiro. No Rio, formou-se em Design de Interiores pela Universidade Cândido Mendes, que também contribuiu para sua iniciação artística através dos cursos de “História da Arte” com Cristina Sá e “Desenho Livre” com Marcos Chaves. A formação artística de Maria Cecilia é pontuada por instituições de excelência: Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV-RJ), com orientações de Carli Portella, Gianguido Bonfanti, José Maria Dias da Cruz e Orlando Mollica; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), com orientação de Aluísio Carvão; Museu Alfredo Andersen (Curitiba/PR), sob orientação de Viviane Zeni; e Solar do Rosário (Curitiba/PR), tendo como orientadora Lélia Brown. Especializada na figura humana, a artista passa temporadas dedicadas ao estudo deste tipo de representação em museus e galerias de Londres. Entre individuais e coletivas, Maria Cecilia Camargo expôs nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná.


Local
Clube de Engenharia
Avenida Rio Branco, 124 - 22º andar - Centro
Rio de Janeiro - RJ

+ Info
Nossa Galeria de Arte
(21) 3071-6864
contato@ngarteprodutoracultural.com.br
contato.ngarte@gmail.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...