quarta-feira, 15 de maio de 2013

Como Desenvolver Personagens Infantis

Uma das grandes tarefas do escritor sem dúvida é saber manipular e desenvolver o rumo de cada personagem. Em toda obra, se identifica o perfil do escritor através de sua narrativa. Porém um outro detalhe deixa a sua obra mais especial quando ele sabe dosar muito bem a diferença em apresentar o comportamento de cada personagem. Principalmente quando ele é distinto dos personagens centrais.
Sabemos que o escritor somente terá que contar com as palavras para construir, lapidar e ilustrar os acontecimentos. Mais ainda quando o personagem tem inocência, manias, defeitos, trejeitos e a ingenuidade resumida na pouca idade. Mas como fazer isso, sem precisar explicar que o personagem é uma criança?
O maior exemplo está ao nosso redor. Sempre há uma criança por perto. Observe, preste atenção e procure tirar o máximo de aprendizado através das ações delas.
Tire um momento para observar como brincam as crianças no playground do seu condomínio, ou então como se comportam os seus sobrinhos ou filhos dos amigos.
Maurício de Sousa passou a observar (com uma prancheta e um lápis nas mãos) uma de suas filhas, que vivia invocada, andando de vestido curto e arrastando um enorme coelho recheado de palha. Nascia a Mônica, que há 50 anos lhe rende fama e bons lucros no mercado de entretenimento, no Brasil e em dezenas de países. Roberto Bolaños também observava os gestos desajeitados e inocentes de suas filhas um pouco antes de adaptar em seus personagens. Inclusive, os choros de Chaves, Quico, Chiquinha e Seu Madruga vieram de suas filhas. 
Quando escrevi "Alecognição" (Editora Lexia) precisava ressaltar pontos notáveis da infância, além de adptar a linguagem ideal, apesar do personagem Galileo ser um menino muito esperto. A memória é o melhor banco de dados pessoal do mundo. Refugie-se em seus pensamentos e vasculhe suas preciosas lembranças da infância e dose muito bem em seus pequenos personagens.

Leo Vieira é membro e secretário da Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo (SAL), autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação. Escritor acadêmico em outras 29 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

COMO AGIR NO MOMENTO DE ÓCIO?

Nos momentos de escrita e desenvolvimento de roteiro, é muito comum dar uma "pane" na criatividade e simplesmente não conseguir mais desenvolver uma linha sequer daquele livro que você estava desenvolvendo e escrevendo. É horrível quando isso acontece, até porque quando a mente esfria, nem sempre você consegue pegar o gancho pra manter a aventura no mesmo ritmo e compasso. O que fazer então nesses momentos?
Antes de tudo, o escritor deve saber que a escrita é um hábito e não um hobby. Se você ainda vê o ofício de escritor como um mero divertimento, então NEM CONTINUE A LER ESSA POSTAGEM. Um escritor é um profissional e não deve trabalhar apenas nos momentos de "inspiração". Um escritor deve escrever em todas as situações haja o que houver.
Se um atleta fica preguiçoso para praticar a sua atividade física, a musculatura tende a se atrofiar. Da mesma forma, a mente de um escritor que diminui o seu compromisso pessoal de escrever.
Reserve um momento do dia para escrever. Durante as suas outras atividades, leve no bolso um bloquinho de papel ou caderneta com caneta ou lapisera e faça anotações e/ou desenhos sempre que houver um surto criativo. O personagem Nasalvo (um fantoche azul, manipulado por um demônio frio e calculista no livro "Alecognição") surgiu quando eu vi uma mochila azul com um fecho branco, parecendo um nariz grande
e bulboso. A mochila estava jogava próximo ao púlpito da igreja que congrego, até que uma criança pequena veio e vestiu as costas com ela. Como eu também tive fantoche na infância, começou a germinar uma analogia do fantoche que manipulava mentes. E tudo começou por conta da imagem de uma mochila.
Depois de fazer as breves anotações, nomes e desenhos, repasse os hieróglifos para o computador, assim que estiver em casa. Depois, no seu momento habitual, organize as ideias e comece a pensar e a desenvolver. Pense, crie, use a imaginação, só não fique parado e esperando o roteiro cair do céu. Os livros não nascem prontos.
Faça um banco de dados a parte para cada personagem. Uma biografia fictícia é importante para que você não deixe falhas gritantes em alguns aspectos, ou simplesmente deixar um personagem no "vácuo" da história ou até mesmo fazendo ele se perder no enredo e acabar sobrando e ficando desnecessário. J.K. Rowling criava até árvore genealógica para os seus personagens em Harry Potter; Nora Roberts desenvolvia seus roteiros construindo antes o histórico fictício de cada um deles. Daí, quem tivesse um estilo de vida mais interessante, virava o protagonista do livro. Escrever é uma diversão e o desafio é uma aventura.

Pra fechar, vou deixar uma dica com um desafio para vocês: Hoje eu assisti na televisão a matéria de um motoboy que perdeu tempo demais numa fila de banco e acabou processando o banco. Isso dá um livro? Claro que sim!
Construa uma biografia para ele (idade, história, emprego, família, hábitos, propósitos, etc), desenvolva a apresentação do enredo (indo para o trabalho, aparece o encargo de ir ao banco para pagar conta da empresa; ou então, ele aproveita o intervalo do almoço para pagar uma conta, mas perde a hora e isso lhe
causa uma sanção disciplinar), crie e conflito do livro (ele fica constrangido e é prejudicado no emprego por conta do atraso e isso é refletido na vida pessoal. Ele fica transtornado e com mania de que sempre está atrasado). Foque mais no desespero do personagem até vir a decisão. Não deixe de desenvolver o ápice do conflito, que seria os empecilhos judiciais. O banco tentando negociar, intimidar, entre outras coisas. Para deixar o livro mais visceral e atraente, coloque sub-enredos, como a esposa com um problema paralelo ou então um personagem com apelo humorístico. Está vendo? A história já está interessante e nem mesmo começou a ser escrita. Se ninguém desenvolver e publicar essa dica esse ano, eu escreverei então, ok?


Leo Vieira é membro e secretário da Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo (SAL), autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação. Escritor acadêmico em outras 29 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

COMO FAZER UM BOM LANÇAMENTO DE LIVROS?

Não se precisa de muito requinte na hora de lançar o seu tão sonhado, planejado e querido livro. Muitos pensam em festas faraônicas, com aspecto de cerimônia finíssima, mas um lançamento de livro pode ser prático e agradável a todos, com grandes resultados.
Reserve entre 20 e 30 exemplares de livros. Não leve estoque grande, porque nem sempre se vende tudo de uma vez. Leve o suficiente para que você não precise de carro para o transporte. No máximo, um carrinho de feira.
Não alugue salão de festa. Senão o custo pode sair mais caro do que o resultado das vendas e lhe causar decepção e frustração. Também numnca se pode achar que você vai vender o suficiente para lançar mais um livro em seguida. Pense na reposição do investimento. O resto é bônus. Um escritor, assim como qualquer outro profissional  deve sempre aprender a caminhar um quilômetro extra.
Reserve um espaço em uma pizzaria ou churrascaria, com os convidados que confirmaram presença. Em alguns casos, o estabelecimento até presenteia com uma pizza de cortesia quando o local enche. Além de ser uma forma de popularizar mais o local.
Aproveite a festa e faça as dedicatórias nos livros. A festa será animada. Sorria e tire muitas fotos. Isso atrairá outros compradores de última hora, como frequentadores que nem sequer sabiam do evento e estavam em mesas distantes. Se você investiu R$ 1 mil no livro e vendeu 30 exemplares por R$ 30, cada um, você praticamente pagou o custo de investimento. Não tenha pressa e saiba que em um futuro lançamento, você poderá vender muito mais.


Leo Vieira é membro e secretário da Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo (SAL), autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação. Escritor acadêmico em outras 29 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

O Incansável Trabalho de um Blogueiro

 Tenho notado as atividades de muitos blogueiros, assim como também tenho recebido propostas de parcerias de alguns deles. Muitos dos que eu fui fazendo contato, acabou se transformando em uma boa amizade, a qual preservo através de contatos e conversas eventuais por e-mails, chat e rede social. Também tenho percebido métodos um tanto quanto incisivos da parte de alguns deles para firmar parcerias.
Um blogueiro precisa saber que o seu ofício não é rentável e até conseguir isso, se passa por uma grande fase. A credibilidade vai crescendo e se firmando aos poucos, até conseguir muita visualização e popularidade, no que resultaria em um possível patrocínio e até site de venda de livros e brindes.
Há blogueiros que estão simplesmente cobrando pelos seus serviços, isto é, exigindo um exemplar do livro em troca de qualquer tipo de postagem sobre o mesmo. Quando eu contra-argumento oferecendo book tour, muitos simplesmente nem respondem o e-mail.
Deu a entender que se importam mais em terem uma fileira de livros com dedicatória na estante.
Como blogueiro (administro, participo e colaboro em 11 páginas) meu conselho é nunca exigir exemplar a ninguém em troca de qualquer tipo de divulgação. Se você ganhou um livro e não gostou muito da leitura (o que é muito comum), não faça uma crítica que denigra o livro. Talvez o seu gênero literário não seja esse. Quem lê "O Senhor dos Anéis" não pode criticar "Crepúsculo". As duas linhas literárias são extremamente diferentes e não merecem nenhum tipo de comparação. Isso só iria demonstrar ignorância e despeito do resenhista. E NUNCA coloque um livro presenteado à venda. Se você não faz questão de manter guardado um presente com dedicatória, doe para alguma biblioteca ou amigo que se identifique com a leitura da obra.
Como escritor (sou filiado em 30 academias de letras, sindicatos e associações literárias) meu conselho é nunca sair distribuindo livros para quem você mal  conhece. A não ser que você seja o dono da editora, ou sócio da gráfica, ou não tiver senso de despesas, saiba que livros custam dinheiro e você precisa demonstrar o custo e valor que eles representam para você. Levem um livro (ou dois) em sua bolsa/mochila e mostre a alguém sempre que aparecer oportunidade. Sabe aquelas conversas de fila de banco e de ônibus? Eu já consegui falar e até vender livro desta forma. Quanto a doação, se um leitor representar pelo menos 5 leitores adjacentes (um professor, um chefe, ou qualquer outra pessoa popular), aí sim disponibilize o livro. Organize book tours (5 blogueiros por livro) e monitore quem fez resenha para fazer uma boa reciclagem para o próximo livro. 
Se você está escrevendo livro pensando em ganhar muito dinheiro, então vá trabalhar em uma livraria (assim você ganha dinheiro vendendo os livros dos outros). E se você é blogueiro pensando em ganhar livros de cortesia, então vai trabalhar na livraria junto com esse pseudo-escritor (assim, você ganharia exemplares para lotar sua estante). O sucesso é a consequência de um trabalho paciente, honesto e perseverante.
Um grande abraço a todos os blogueiros e parabéns pelo bom gosto e amor à Literatura!




Leo Vieira é membro e secretário da Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo (SAL), autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação. Escritor acadêmico em outras 29 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

Cuidado com os Oportunistas!

Na carreira artística, não só no nosso caso (escritores), mas também com músicos, cantores e atores, é muito comum aparecerem certos "profissionais" em busca de uma "oportunidade" com intenção de "ajudar" na carreira do artista.
Eu trabalho desde os 14 anos. Comecei em gráfica, depois cursei teatro profissional, onde fiz teatro e dublagem e depois fiz faculdade, trabalhei em imobiliária, seminário e fui estendendo nas formações teológicas. O hábito de ler e pesquisar muito e ter que escrever muitas resenhas, teses e sermões, acabou desenvolvendo a vocação para a carreira literária, que mantenho até hoje.
Durante essa trajetória, aconteceram altos e baixos e também muitas decepções. Eram amizades mal-intencionadas, invejosas e muito oportunistas. Na época de designer  eram muitos clientes pedindo "ajudinha" no layout da firma, que eles classificavam como "coisa simples" em busca de mendigar a redução do valor do serviço o máximo possível.
No teatro e dublagem, a mesma coisa. Propostas mirabolantes de papel de destaque, porém "o orçamento da peça era curto e não tinha dinheiro o suficiente para pagar os atores". "Mas a oportunidade de propagação da carreira dos atores era ótima", segundo eles. Isso não me importa! Se o nome do ator/dublador não for divulgado na filipeta/crédito da produção é crime trabalhista e o diretor/produtor é autuado por INADIMPLÊNCIA FISCAL por praticar apropriação indébita (art. 2º da Lei 8.137/1990). Divulgação do artista profissional é mais do que a obrigação.

Na minha época de corretor de imóveis, não era escalado para vendas importantes porque também não tinha o registro no CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), então fechava vendas "pelas sombras" do corretor credenciado e assim ganhava as "migalhas" das vendas que ele finalizava e carimbava no escritório dele. Quando o loteamento acabou, ganhei um aperto de mão com tapinha nas costas e uma "promessa" de ser convocado para o próximo empreendimento. Trocando em miúdos, foi como se eu tivesse escutado: "Valeu, Leo! Agora cai fora e se vira por aí! Boa sorte, otário!"
Apesar de tudo, o meu ex-chefe não era oportunista. Foi o mais franco, sincero e realista que eu tive. Por ele também ser advogado, ele sabia muito bem das questões  trabalhistas e transtornos que ele poderia ter em contratar um funcionário para um mercado tão escorregadio que é a corretagem. A partir daí, comecei a notar como era importante me profissionalizar ao máximo para impor um "respeito profissional".
Me formei em Teologia, enquanto trabalhava em uma empresa de call center, no mesmo tempo em que eu fazia estágio (gratuito, porque tem que ser mesmo) em uma pequena igreja. Acreditem, mesmo sendo teólogo formado, recebi duas propostas para ser pastor auxiliar de graça, enquanto os pastores titulares ganhavam entre dez e doze salários mínimos.
Atualmente, trabalho GRATUITAMENTE como professor de escola bíblica dominical e faço capelania em hospitais e asilos. Essas atividades NÃO SE DEVEM COBRAR. São nossas atividades religiosas, a qual me comprometo. Porém, as atividades a qual você assume compromisso burocrático, como professor de seminário e/ou administração eclesiástica, esses ofícios sim devem ser pagos, conforme o estatuto da instituição.
Hoje, também sou escritor profissional. Sou credenciado e reconhecido por quase 30 academias, sindicatos e associações literárias no país todo e também fora dele. Minha biografia é grande e me orgulho muito disso, porque prezo pela qualidade do serviço prestado aos meus leitores e também aos clientes. Escrevo GRATUITAMENTE para onze blogs, sendo quatro deles, religiosos e sete deles literários. Também administro sete páginas no Facebook. Nenhum dos blogs têm patrocínio; é uma atividade cultural literária compartilhada com os os outros colegas.
Mesmo assim, sempre vem um "parceiro" apresentando um "projeto" embrionário e espalhafatoso, com promessas duvidosas e mentirosas de que um dia, trará lucro. Pois bem, não custa nada sonhar, é claro, mas ter que se envolver em uma atividade mal-planejada, é um tiro na água.

Pra encerrar, vou explicar o que vem acontecendo comigo. Sempre sou cortejado para "colaborar" em algum desses "projetos". O espertalhão vem com aquela conversa de que o projeto está ainda em fase inicial e pergunta se eu posso dar uma "contribuição literária" (grátis). É sempre roteiro de teatro pra eu dar uma "ajudinha" e "quebrar um galho". Nem deixo a conversa prosperar. Quem quebra galho é macaco gordo.
Também aparece um colega escritor resmungando do alto serviço que um revisor e um diagramador cobram para preparar um livro. Corto logo o barato dele falando que o meus serviços de revisão e diagramação também são caros, sem "camaradagens".
Há algumas semanas, um colega da época do teatro veio com um convite para que eu desse uma "contribuição" em um roteiro de longa metragem. Só que não era projeto nenhum. Era apenas uma ideia mirabolante que ele mal sabia como iria solucionar! Isso é o mesmo que começar a construir uma casa pelo telhado.
Por ele ser uma boa pessoa e ainda ser muito leigo na carreira, mesmo assim dei minha contribuição. Expliquei que longa metragem no Brasil é meio surreal por causa do orçamento levantado (em torno de R$ 50 A 100 milhões). Aconselhei o meu colega a fazer a faculdade de cinema (Fundação Getúlio Vargas), o curso de Formação Executiva em Cinema & TV (com Processos de Criação e Produção) e o Curso de Roteiro Cinematográfico. Mandei todos os contatos e referências. Se pelo menos ele fizesse UM daqueles cursos, já conseguiria adquirir noções para amadurecer a ideia (o que ele muito precisaria), sem contar os possíveis futuros parceiros que construiriam a tal meta com ele. Dessa forma, ele poderia registrar e aprovar um projeto no Ministério da Cultura, com apoio da Ancine.
Agora, vão saber se ele se interessou em ir atrás disso??



MEU CONSELHO: Sonhar é preciso, mas não sonhe parado. Tenha fé, mas "a fé sem obras é morta" (Tiago 2:17). Se você se especializar e se tornar profissional, não precisará provar nada a ninguém, então descarte essas "parcerias oportunistas", onde somente o parceiro que ganha os mérito$. Corra atrás de seus objetivos, porque ninguém vai fazer nada por você.




Leo Vieira é membro e secretário da Sociedade de Artes e Letras de São Gonçalo (SAL), autor do livro "Alecognição" (Editora Lexia) e mais 30 livros, ainda em fase de publicação. Escritor acadêmico em outras 29 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...