segunda-feira, 2 de março de 2015

Os Pontiagudos Alongados – Sapatos Medievais


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Os sapatos com os dedos longos e extremamente torneados começaram a
ser usados no início do século XII na Europa Ocidental. As origens
desses sapatos foram, por fatos não muito comprovados e mais por
tradição, colocado nos pés do conde d’Anjou, que tinha a necessidade de
cobrir os dito cujos em virtude de deformidades enormes. Acredita-se que
seriam enormes joanetes ou dedos disformes e grandes, tanto que o
chamavam de o nobre pato. Outra tradição coloca a origem de tal sapato
vinda dos árabes, Oriente Próximo, e que a mesma teria existido desde os
sumérios, mas também sem possibilidades de comprovação histórica. Há
certos manuscritos, século XIII, que relatam cruzados citarem tais
calçados como sendo cômodos e que levariam tal comodidade aos seus
reinos e feudos. Esta última análise nos parece mais convincente, pois
há relatos de 12 cruzados transcritos em pergaminhos, encontrados em uma
embarcação náufraga, que foi encontrada muito bem conservada, no mar
Mediterrâneo, que nos diz que os mesmos, os cavaleiros, levariam vários
pares para as suas esposas e filhos.


Uma série de obras sobre a história do figurino medieval refere este
tipo de calçado de “pigases”, que parecem encontrar suas origens na
menção de pigaciæ e pigatiæ em Ordericus Vitalis, ou “pigache” em
francês. Estes referidos sapatos com pontas longas começaram a aparecer
no início do século XII. No entanto no decorrer dos anos suas pontas
foram crescendo exageradamente, crendo que mais longos os sapatos mais
elegantes e sofisticados eram eles. Algumas pontas atingiam mais da
metade do calçado, às vezes, atingindo mais de 20 cm. Os sapatos mais
longos eram “recheados” com acreditem, musgo, cabelo, lã e até farinha
de trigo.


As variações dos calçados em suas extremidades tinham como adornos:
rabo de peixe, serpente, escorpião e outras. Mas a maioria usava os


calçados sem maiores extravagâncias. Acho que os exageros ocorriam em
festas, grifo meu. Esse estilo, das pontas longas, permaneceu popular
ainda no século XIII e XIV, mas nunca desapareceu completamente ainda no
século XV, mantendo um padrão mais sóbrio e com tecidos de pelúcia,
veludo entre outros. Os sapatos com estilos pontiagudos foram em sua
maioria usados pela aristocracia, sendo que as pessoas comuns usavam
sapatos com pontas arredondadas, mas há certas controvérsias entre os
historiadores. As pesquisas continuam e certamente aparecerão novos
fatos e fontes comprovando outra tese, esse é o trabalho do historiador.




Paulo Edmundo Vieira Marques




fonte: Os Pontiagudos Alongados – Sapatos Medievais | Medieval Imago

Apresentando uma boa obra


Se você irá apresentar a obra nas editoras, é porque decidiu a trilha mais trabalhosa. Como foi explicado em uma postagem anterior, o primeiro passo é o foco; por qual trilha você irá percorrer. Mas antes, o escritor precisa saber de alguns detalhes notáveis.
Antes de tudo, você precisa registrar sua obra na Biblioteca Nacional. Encaderne a sua literatura, numere as páginas, preencha a ficha (disponível no site) e leve junto com o comprovante do depósito e com a cópia de suas documentações exigidas no escritório da BN. Eles lhe darão um número provisório e após algumas semanas, o definitivo. Com isso, a sua obra já está segura para ser analisada pelos editores, protegida legalmente de plágio.
Faça uma pesquisa de editoras que selecionam obras. Evite editoras muito grandes, porque elas demoram muito tempo para responder (no caso, para dar um “NÃO”; isso quando respondem), além de receber dezenas de livros por dia. E muitos deles são descartados sem sequer serem lidos. Tudo porque os autores também não se preocuparam em formalizar uma boa apresentação de suas obras.
Outra coisa que os autores precisam saber é que os editores não são bobos e não vão dar atenção a uma carta de apresentação cheia de propostas mirabolantes de "divulgação" e "marketing". Portanto seja justo e honesto porque a franqueza é a linguagem editorial.

Sugestão: Junto com a encadernação (ou arquivo do livro digital), anexe antes da obra o esboço do projeto editorial. Na ordem, coloque o projeto (livro xxx); autor (somente o seu nome); registro da obra; título; objetivo (romance de ficção); formato e dimensão (14x21 cm com aproximadamente 200 páginas); temática (“gótico lunático que pensa que é um vampiro”); público alvo; direitos autorais (coloque sempre "a combinar"); sinopse; e breve resumo do argumento, com descrição dos personagens.
Depois, apresente a obra e por último, a sua biografia.

Leo Vieira

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