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Mostrando postagens de Julho 10, 2016

Identidades irreconhecíveis

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Leia o novo texto da minha Coluna no Divulga Escritor . Identidades irreconhecíveis . 




Identidades irreconhecíveis
Se eu não me reconheço no outro, no próximo, não me reconheço na minha própria pessoa também.  Partindo dessa premissa, podemos colocar alguns pontos de concordância e divergência quanto a esse “reconhecimento”. Quando um estrangeiro vem nos interpelar a respeito de uma característica cultural ou linguística específica inexistente em sua própria língua ou cultura, precisamos nos utilizar de aproximações.  Se a palavra “saudade” não existe em língua inglesa, usamos algo próximo a “I miss you”, Te perdi ou “homesickness”, nostalgia.  Ambas as expressões são toscas nesse sentido, dirão muitos e, não correspondem à realidade da nossa “saudade” nem dão conta do que ela seja.  Mas é um começo... Assim também ocorre quando estamos num abismo social entre uma classe e outra do nosso abrangente e amplo espectro nacional.  Para alguém inserido num contexto de violência extremada cot…

Meu Patrono Visto por Mim

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Academia Virtual de Letras Patrono: Paulo Coelho Acadêmico: Mauricio Duarte Cadeira: 18


Meu Patrono Visto por Mim

Nesse texto pretendo frisar os livros de Paulo Coelho que mais me marcaram através de rápidas observações que pontuo.  São eles: . O Monte Cinco . Veronika decide morrer . Nas margens do Rio Piedra eu sentei e chorei . O vencedor está só
O Monte Cinco é quase um relato bíblico e me recordo que comecei a lê-lo ao mesmo tempo em que lia também, o Evangelho Segundo Jesus Cristo do Saramago.  Como eu consegui conciliar as duas leituras não me lembro.  O livro me trouxe em detalhes à época do Profeta Elias e sua vida em torno do Divino Pai, do Divino Filho e do Divino Espírito Santo.  Para uma boa Lectio Divina (leitura orante da Bíblia) nada melhor do que essa história; fora isso, trata-se de uma grande narrativa, lindamente contada.
Veronika decide morrer narra as desventuras de uma moça que tenta o suicídio e é internada numa clínica psiquiátrica por causa disso.  Um livro muito i…

Por que a Flip está mais chata do que cagar de terno?

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Flavio Morgenstern



8 de julho de 2016

A
última mesa da FLIP, a Feira Literária de Paraty, terminou com gritos
de “Fora Temer”. A notícia pode ser encontrada reverberada rapidamente
no Google em jornais de esquerda como El País, Folha, Brasil 247, Fórum e Agência Petroleira de Notícias (sic).
Em se tratando de notas sobre
literatura, é necessário pedir escusas pela obviedade literária que vai
acima. Falando de escritores (ou da classe artística, letrada ou
intelectual brasileira), é redudante, tautológico e pleonásmico afirmar
que mais de um deles freqüentou o mesmo ambiente e começou a gritar
babuinamente: “Fora Temer! Fora Temer!” Qualquer um no país hoje sabe que se
dois jornalistas forem ao banheiro juntos, em 2 minutos estarão
gritando: “Fora Temer!”. Se mais de dois músicos se juntarem para fazer
uma jam, depois do segundo acorde já virá um “Fora Temer”. Se
um painel com dois escritores para comentar a conjuntura política
nacional for feito no Rio Grande do Sul ou no Acr…