sábado, 8 de junho de 2013

Personagens de Quadrinhos Gonçalenses

      São Gonçalo, além de sua literatura e seus escritores, também tem o seu reconhecimento através de seus personagens infantis e seus ilustradores.
      Edson D'Car é ilustrador e desenhista e junto com uma equipe própria, desenvolve tiras de quadrinhos do cãozinho Chiclete, um cão de pelúcia falante e muito esperto que ganha vida e interage com seu amigo Dudu sempre que os dois estão a sós. Chiclete também tem outros amiguinhos, como o coelho Peteca, a cadela Belinha, Beto Marreco e outros personagens que moram dentro de um livro mágico. Os personagens têm foco didático e já ilustraram até uma campanha virtual contra o mosquito da dengue.
      No mesmo segmento virtual também está Emerson Lopes, que além de desenhista, também é animador. Emerson é autor de Alfredo, um vampiro atrapalhado e muito galanteador, sempre cortejando alguma donzela. Mas mesmo com suas tentativas frustradas, nunca perde a pose e o otimismo. Alfredo tem como amigos e companheiros de balada o descolado Bro e a amável Joana. Suas tiras são desenhadas em alta qualidade e publicadas semanalmente pelo blog próprio do autor e pelas redes sociais.
      Também pela longa e paciente caminhada artística, o veterano desenhista e animador Alexandre Martins, há mais de três décadas desenha e publica as tiras do sapo Samuca, que também é astro em curtas-metragens, também produzidas pelo artista. Samuca é um sapo adulto com sua família (a namorada Samuela e um par de sobrinhos) e vários amigos, como o gorila Guiga, a ave Saíra, o professor Tibaldo, e muitos outros. Suas tiras são baseadas no cotidiano dos personagens e em suas profissões.
      Pesquisem e prestigiem nossos conterrâneos. Acompanhamos ilustrações, quadrinhos e desenhos animados. Em breve, podemos até ter a oportunidade de adquirir gibis impressos e brinquedos. Vamos apoiá-los!  
 

Leo Vieira é secretário da SAL e autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

terça-feira, 4 de junho de 2013

ANALISANDO O ORÇAMENTO DE EDITORAS E GRÁFICAS

Você terminou de escrever, revisar e registrar sua obra na Biblioteca Nacional e agora está pesquisando o orçamento nas editoras por demanda. Muitas responderão prontamente, oferecendo um bom serviço de diagramação, capa, ISBN, código de barras, ficha catalográfica, exposição e venda no site, porém, quando for pesquisar o orçamento, nunca deixe de comparar quanto ficará o valor do preço de custo do livro para você e para a editora. Existem editoras por demanda que oferecem um ótimo preço para produção, porém um livro com menos de 100 páginas fica à venda por  R$ 30,00. O barato acabou saindo caro para você e o leitor.
Uma boa dica é já se programar sobre o valor médio de um serviço gráfico: cada página 14x21 (papel Pólen Bold 90 gramas) impressa custa no máximo R$0,7 (sete centavos) e a capa com contracapa  (papel cartão supremo 250 gr/m2, plastificada) com orelhas e envernizada fica em torno de, no máximo, R$ 3 (três reais). O valor cai quando o lote vai aumentando a cada cento de exemplares.

Vamos desenhar os dois tipos de serviços: Se você já revisou, diagramou e fez arte da capa (com orelhas) da sua obra (de 100 páginas) e levar para uma gráfica, já organizado em PDF, 100 exemplares ficarão em torno de R$ 900 a R$ 1 mil (já incluindo o serviço de ISBN, ficha catalográfica e código de barras, que as gráficas também podem fazer para o cliente). Se você vender cada livro por R$20 (o que seria um valor justo para você e o leitor), a metade do lote já devolverá o seu investimento. O resto é lucro, ou capital de giro para os seus próximos lotes e lançamentos.

Agora, através de uma editora dessas, 50 livros (de 100 páginas) vendidos por um valor acima da média (R$ 30), lhe dará um retorno de apenas R$ 150 (elas pagam 10% de royalties).
A maior frustração comercial de um escritor é tentar explorar um mercado sem ter a mínima noção do que se está fazendo. Quanto mais ele terceirizar, mais caro o serviço ficará para todos.
A dica é: aprenda a fazer o que as editoras querem que você acredite que não pode e nem saberá aprender.
Você é melhor do que imagina ser.


Leo Vieira é autor do livro "Alecognição", pela Editora Lexia.
Escritor acadêmico em 30 Academias e Associações literárias; ator; professor; Comendador; Delegado Cultural em duas cidades e Doutor em Teologia e Literatura.

Um Gonçalense em Harvard


 
Uma das instituições mais importantes do mundo, a Universidade de Harvard (EUA) admite número recorde de brasileiros para os cursos de graduação no mesmo ano.

Seis estudantes de diferentes partes do país foram aceitos para as turmas que iniciam as aulas em agosto deste ano e terminam em 2017.
 
Entre os que receberam a notícia da admissão recentemente estão: Larissa Maranhão, de 18 anos, de Maceió (AL); Taciana Pereira, 18, de Curitiba (PR); Renan Ferreirinha Carneiro, 19, de São Gonçalo (RJ) e Victória Jalowitzki de Quadros, de Porto Alegre (RS), os dois últimos alunos de colégios militares. Gabriel Guimarães, 19, de Vitória (ES), e Ivan Tadeu Ferreira Antunes Filho, 17, de Lins (SP) já tiveram a resposta positiva anunciada anteriormente. Os admitidos precisam se matricular até o dia 1º de maio.

Para garantir uma cadeira em Harvard é preciso muito mais do que ser bom aluno. Nos Estados Unidos não existe vestibular, o processo ("application") reúne provas, cartas de recomendação, entrevista, redações e avaliação das atividades extracurriculares. Neste último quesito não faltou aos brasileiros boas histórias para contar e agradar o comitê de admissão.

Neste ano a Universidade de Harvard admitiu 2.029 estudantes de todo o mundo, o equivalente a 5,8% dos candidatos, ou seja, 35.023. Mais de 27% pretendem seguir na área de ciências sociais, 23% nas ciências biológicas, quase 18% nas humanidades, 15% em engenharia e ciência da computação, 9% nas ciências físicas, 7% em matemática, e o restante está indeciso, segundo a instituição.

A admissão não significa que os alunos estarão isentos das mensalidades. Por ano, o custo chega a ser de US$ 60 mil, cerca de R$ 120 mil. Paralelo ao processo de disputa da vaga, os candidatos precisam solicitar bolsas de estudo que podem até ser de 100%, mas é concedida segundo a condição socieconômica da família, e não por mérito do aluno. Harvard estima que cerca de 60% dos novos estudantes necessitem de alguma ajuda financeira para manter os estudos.

 
Renan Ferreirinha foi eleito coronel-aluno do
Colégio Militar do Rio de Janeiro (Foto:Arquivo pessoal)
 
Liderança no colégio

Renan Ferreirinha Carneiro nasceu em São Gonçalo e estudou por sete anos no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Lá, quando concluiu o ensino médio no ano passado, assumiu o posto de coronel-aluno cuja missão era de comandar o batalhão escolar composto por 2.000 estudantes. O cargo foi resultado de um histórico escolar impecável, entre outros critérios.

Renan não é filho de militares, a mãe é professora de matemática da rede municipal de São Gonçalo e o pai contador, mas entrou na escola em 2006 após ser aprovado em um concurso que fez incentivado por um tio que é militar. Para o estudante, as atividades de liderança no colégio o ajudaram a conquistar a tão sonhada vaga em Harvard. Ele também foi aceito em outras sete universidades importantes, como Brown, Columbia, Princeton e Yale.
Estudei sete anos em uma escola de ponta, me sinto na obrigação de retribuir isso para outros jovens para que tenham oportunidades similares ou até melhores"
Renan Ferreirinha, de 19 anos
“Me tornar coronel-aluno foi de grande importância, sempre que tinha uma atividade oficial representava o colégio. Também fui vice-presidente do prêmio e monitor. O colégio militar te oferece muitas oportunidades de atividades extracurriculares, une diversos fatores como ensino forte, espaço físico enorme, entre outros.”
Outro ponto positivo da candidatura de Renan foi o trabalho voluntário no Complexo Lins, Zona Norte do Rio. Na comunidade, ainda não pacificada, ele, o primo e uma amiga canadense dão aulas gratuitas de inglês para as crianças todos os sábados. A atividade está ligada ao grupo Solidariedade em Marcha (Somar) onde atua há mais de dois anos.

No futuro, Renan quer trabalhar com gestão pública e educação no Brasil. Para isso pretende estudar economia e ciências políticas. “Estudei sete anos em uma escola de ponta, me sinto na obrigação de retribuir isso para outros jovens para que tenham oportunidades similares ou até melhores. Acredito muito na minha geração,  gosto de uma frase que diz ‘nada deve parecer impossível de mudar’”.


 fonte: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/04/harvard-admite-numero-recorde-de-estudantes-brasileiros-para-graduacao.html
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