terça-feira, 24 de novembro de 2015

"Imagine", do John Lennon, é um lixo




Sejamos francos: tem algo naquela música que seja verdadeiramente bom, ou vamos continuar seguindo a modinha?








Há algumas “vacas sagradas” que ganham autoridade imediata no imaginário coletivo, esta coisa tão bem trabalhada pela sociologia, pelas Letras, pelo jornalismo.
Quando Ayrton Senna, no auge da fama,
ligou para Juca Kfouri, então diretor da revista Playboy, para tentar
impedir que algumas fotos de Adriane Galisteu, que já havia posado para a
revista, viessem a público e o Brasil inteiro conhecesse Galisteu
biblicamente junto ao tricampeão mundial de Fórmula 1, ouviu como
resposta:
– Ayrton, o Pelé, o dom Paulo Evaristo
Arns, o Chico Buarque e você não pedem favor. Vocês mandam! Vocês são as
únicas razões de alegria para o Brasil…
(história narrada no livro Ayrton: O herói revelado, de Ernesto Rodrigues)
Assim era Ayrton, assim foi Pelé, assim é
Chico Buarque (ou era, antes do fracasso do PT). Assim é, no mundo,
John Lennon. Não à toa, todos seres humanos pavorosos para quem os
conheceu de perto.
Considerado
por alguns idosos como o músico mais importante do mundo por ter sido o
líder dos Beatles, John Lennon tem sua validade dada como
inquestionável. E por que é inquestionável? Porque é líder dos Beatles. O
cara “mais famoso do que Jesus Cristo” vive dessa retroalimentação de
que todos devem “respeitar” os Beatles por serem grandes, e que são
grandes porque merecem respeito, sem que a humanidade pareça muito ávida
de escapar deste moto perpetuo das celebridades famosas por serem famosas.
Mas sejamos francos: sua música Imagine é um lixo. Bem, todas as suas músicas são, mas foquemos apenas em Imagine. E é ela que é tocada pra tudo quanto é lado assim que algo violento ocorre no mundo.
Foi tocada num piano em Paris. Foi
tocada por Eddie Vader e Coldplay em suas recentes apresentações. Deve
estar sendo tocada em tudo quanto é rádio e show de banda ruim que vive
de cobrar couvert de pessoas querendo almoçar e tendo de
enfrentar algum desafinado sem perícia técnica para ser borracheiro
gritando mais alto do que a voz normal das pessoas durante uma refeição.
Nem comentemos sua estrutura rítmica risível (só comparável ao “dó-ré, dó-ré, dó-ré-mi-fa” de Que país é esse?). Qualquer criança com meia hora de aula de piano é capaz de tocar Imagine
inteirinha sem erros, mas basta que seja o John Lennon para todos
dizerem: “Oh, mas é a música que marcou todo o mundo!”, como se Ai se eu te pego do Michel Teló não tivesse feito o mesmo décadas depois do rei do “iê-iê-iê”.
O problema é que, além de ser uma música “linda” apenas por repetir duas notas óbvias ad nauseam,
sua letra é, na mais franca das hipóteses, de uma masturbação mental
adolescente de matar de vergonha qualquer pessoa vacinada, alistada, com
alguma obrigação na vida e com contas a pagar.
E isto é considerado um “hino da paz”
por qualquer um que aja 102% do seu tempo em desacordo com a música (os
únicos que podem agir de acordo com ela são mendigos, hippies e
terroristas). Só por ser aquela música que diz “Imagine o mundo inteiro
vivendo em paz” para pessoas que se odeiam dançarem juntinhas fazendo
sinal de paz e amor se não precisarem conversar entre si, e apenas
repetir roboticamente o hino lobotomizado do sr. Lennon enquanto molham
as calcinhas.
Como a cena retratada por André Barcinski após o show de Paul McCartney em 2010: “E
quem, meia hora antes, cantava ‘Give Peace a Chance’, não mostra
escrúpulos em correr na frente de um casal de idosos para pegar a
primeira condução.”
South-Park-hippies 

Como já dissemos aqui, tais músicas ultra-populares, da dor-de-corno ao hip hop, da MPB à música de cópula e hedonismo grupal, são meras generalizações extremas.
Dizer: “Como seria lindo se todo mundo vivesse em paz” é generalizar o
mundo inteiro, como se todo mundo fosse concordar sempre, fosse se
tornar feliz forever, como se para a vida ser um mar de rosas
bastasse se encaixar no plano global de “paz e amor, bicho”. Como se não
houvesse mais vida a ser vivida, chegássemos no “fim da História” de
Hegel e Fukuyama,
como se a humanidade atingisse um plano global em que tudo se encaixa
perfeitamente, sem dialética interna, sem conflito algum, sem nada a
atrapalhar nossa felicidade. Como se virássemos meras engrenagens numa
grande máquina social.
Felizmente, a vida tem tristezas. Até o filme Divertidamente
sabe disso. Não é um mundo feito, uma existência sem aventura, sem
nenhum conflito entre vontade e responsabilidade. Não vivemos em uma
realidade em que basta dizer “Imagine um mundo sem ganância e fome” para
estarmos bem alimentados e a louça estar lavada e guardada.
Quem seguiu a regra desta musiquinha
soporífera, brega e analfabeta foram Stalin, Pol-Pot, Mao Zedong, Kim
Il-sung, Napoleão Bonaparte, Enver Hoxha, Nicolae Ceaușescu, Slobodan
Milošević, Adolf Hitler e toda sorte de totalitário genocida que pensou
que o mundo realmente ficaria lindo sem uma ordem religiosa, sem céu e
nem inferno, que não precisávamos mais desta coisa restritora que são
“países” (está vendo aquele monte de refugiados vindo no horizonte?),
que bastava abolir a propriedade privada e a religião para se criar a
“Irmandade dos homens” e “todas as pessoas viverem a vida em paz”.
Não lembro onde achei a imagem. Imagine um mundo sem direitos autorais?
Não lembro onde achei a imagem. Imagine um mundo sem direitos autorais?

É este o mundo “without possessions”.
Sem propriedade privada, você pode pegar tudo o que seu vizinho tem e
trabalhou para ter, e pronto. Todos vivem em paz. Talvez seu vizinho
fique meio irritado alguma hora e pare de trabalhar, mas sempre haverá
outro vizinho. E assim por diante. Até que todos estarão comendo casca
de árvore, como os camponeses sob o socialismo de propriedade coletiva
de Mao Zedong, que chegaram a morrer de fome na proporção de mais
de 5 milhões por ano. E quem não se lembra da fábrica do “de cada um
conforme suas habilidades, a cada um conforme suas necessidades” de Ayn
Rand em A Revolta de Atlas?
John Lennon desafia: “Imagine todas as
pessoas vivendo pelo dia de hoje”. Olha, é muito fácil imaginar: todo
mundo numa puta suruba, fumando pentelho, sem responsabilidade alguma,
chafurdando no próprio vômito, refastelando-se em gastar o mundo,
torrando indiscriminadamente tudo o que vê pela frente “sem
fronteiras”, como se a vida fosse uma grande república adolescente.
É o velho clichê: “Pra que levar a vida a sério, se você não vai sair vivo dela mesmo?” E a resposta é muito óbvia: porque eu preciso pagar as minhas contas.
Porque o dia de amanhã chega, e essa zona e cheiro de vômito de whisky e
a privada do banheiro entupida não vão se limpar sozinhas (já tentei
cantar Imagine para elas, o resultado foi nulo). Porque o
médico que vai te salvar de ter uma overdose de cocaína aspirada
analmente só consegue te salvar se ele próprio não tiver vivido apenas
para o dia de hoje ontem. Porque viver para o dia de hoje é o que
político faz todo santo dia com nossos impostos.
É exatamente o que Lennon prega com este
“Imagine todas as pessoas compartilhando todo o mundo”. Nunca ocorreu
alguém perguntar ao sr. João Lennon por que ele não compartilhou uma
porcaria dos royalties de suas musiquinhas com nosotros,
a humanidade rés-do-chão, o povo que pega ônibus e desce nas bocada, as
pessoas que vivem de algo mais do que cantar para multidões basbaques
desmioladas.
peace-love-world-peaceO
que John Lennon quer dizer é: “Imagine um mundo em que todos concordam
comigo”, e aí descreve seu paraíso na terra. Com as generalizações
gigantescas “all the people” e “the world”, Lennon faz mesmo com que todas as pessoas que o ouçam achem que a música é feita para cada um deles, pessoalmente. Esquecem-se
de que, fora de palavras lindas e sem sentido concreto como “a paz
mundial”, a pia de louça continua suja e alguém vai ter de lavá-la. Que
Lennon estava se lixando para nós. Que as pessoas são diferentes, e eu
quero a liberdade de ser diferente e discordar de você, do John Lennon,
do Chico Buarque ou do Evaristo Arns. E que eu quero vaca sagrada no
formato bife Angus ao ponto da casa, enquanto você caiu no papinho
vegetariano do Paul McCartney. E aí, como é que fica a paz e o live as one?
Aliás, por que Lennon prega este mundo
perfeito, em palavras abstratas e ocas, mas não conseguiu manter
relações de paz nem com outro pacifista mais chato do que cagar de
macacão, o senhor Paul McCartney? Não é curioso como nem Lennon consegue
seguir nem meia das suas frases, que prometem ser o hino de paz na
humanidade?
Discordar é um direito fundamental do homem. “The world live as one”,
como quer o sr. Lennon, é seguir um planejamento prévio de algum
totalitário querendo mandar nas minhas sinapses para não escapar de seu
esquematismo de “vida feliz para todo mundo”. Como se alguém pudesse
saber mais do que quero e do que me faz feliz do que eu mesmo (comecem
jogando essa música no esgoto). Como se as pessoas fossem parar de
empacar do lado esquerdo das escadas rolantes, ouvir funk no busão ou
votar no PT simplesmente se eu dissesse: “Imagine todos nós vivendo em
paz!”
Imagine um mundo em que você não tenha visto a BENGA do John Lennon
Imagine um mundo em que você não tenha visto a BENGA do John Lennon

Preencha o esquematismo oco (os velhos clichês que herdamos do Iluminismo)
de Lennon com alguma substância, como por exemplo o que você pensa, e
todo o seu delicado castelo de cartas volta a ser o que é: a repetição
no piano dos acordes dó e fá até alguém surtar e te dar um tiro. E nem
quis fazer referência ao que realmente aconteceu na vida de Lennon.
Também não é curioso como estes que
sempre pedem a paz têm as vidas mais longe da paz de uma velhinha que
faz bolo pros seus netinhos porque é 102% tradição, família e
propriedade privada? Lennon tentava passar a perna até nos seus
companheiros de banda, batia em mulher, chafurdava em heroína enquanto
ignorava os filhos (seu filho considerava McCartney mais pai do que
ele), era ególatra e mentiroso compulsivo, era um burguezinho que se
dizia proletário, dava dinheiro para os assassinos dos Black Panthers. Ou, como diz Imagine, “Nothing to kill or die for”.
Isto para não falar de quem realmente
agüentava Lennon, como sua porra-louquíssima Yoko Ono, capaz de, após
sessão de fotos e toda a pompa e circunstância de um mundo cheio de
posses e desigualdade entre seres humanos, pegar um microfone para
berrar por 2 minutos numa exposição de arte moderna para receber uma
carrada de aplausos por sua genialidade. Quem não ouviu, que ouça.
Preferencialmente se souber que só tem 2 minutos de vida: serão os 2
minutos mais longos de sua curta passagem por este Vale de Lágrimas:
Hoje muitos jovens de país que tiveram
os Beatles como referência adoram achar que a Inglaterra é o máximo por
ter nos dado os Beatles. Falta notar que tudo o que é bom na terra de
Sua Majestade era rejeitado pelos Beatles: monarquia, bons modos, civilidade aristocrática, gentileza tradicionalista dos gentlemen, o individualismo que permite a noção de fronteira da cultura anglo-saxã.
Lennon e seus maloqueiros de Liverpool
queriam bagunça, jeitinho, tratavam maconha como causa política,
adotavam qualquer religião (!) como verdade suprema, desde que fosse
exótica e cheirasse mal, eram hipócritas e davam sorrisos pela frente e
facada pelas costas, odiavam o capitalismo e enriqueciam por ele.
Queriam que a Inglaterra fosse exatamente como o Brasil, diga-se. É
melhor usar nossa bandeira para se referir aos Beatles, e não a gloriosa
cruz que representa as ilhas de nossa gloriosa Rainha.
iron maiden england 

Uma
infância muito mais saudável e uma noção de mundo muito melhor, mais
complexa e aventureira, está em quem buscou na Inglaterra outra
referência, como os conservadores e aristocráticos do Iron Maiden.
Estes sim sabem colocar Shakespeare, G. K. Chesterton, Samuel Taylor
Coleridge, Gaston Leroux, Edgar Allan Poe, Frank Herbert, William
Golding, Alfred Tennyson, John Wyndham e até um Aldous Huxley em suas
letras – além, é claro, da Bíblia.
Estes sabem que o homem possui bem e mal
dentro de si e que precisam enfrentá-los no mundo, e que sempre assim
será (é isso que reclamam nos “fanáticos obscurantistas religiosos”, sem
perceber que é desnecessário ser qualquer uma dessas coisas para saber
disso – apenas é impossível saber disso e ser de esquerda ao mesmo
tempo).
Estes são os bem-aventurados:
aqueles que têm uma aventura, uma missão diante de si. Que sabem que a
vida possui inimigos. Responsabilidades. Valores frágeis a serem
defendidos, que são muito mais facilmente destruídos do que
reconstruídos. Por isto são conservadores. Ao invés de crer que a vida é “living for today” e
criar um plano “sem propriedades e países” em que todos terão
completado a aventura do ser humano e vão apenas viver à base de maconha
e discursos genéricos no violão, tratam de tornar a dificuldade da vida
algo que faça sentido e tenha beleza, ao invés de negá-las em prol de “um mundo em que todo mundo concorda”.
A vida para o fã de Iron Maiden é
defender o bem. Para o beatlemaníaco, é fazer sarau e esperar que algum
trouxa pague as suas contas.
Pessoas que crescem ouvindo Iron Maiden
sabem da aventura que é viver. Pessoas que crescem tendo como
referências John Lennon, Beatles, Chico Buarque, Paulo Evaristo Arns e
Ayrton Senna crescem pedindo paz e tolerância e votando em defensores do
MST e do Estado Islâmico para cuidar dos obscurantistas. Ou viram
comentaristas de política achando que gritar “democracia” e “religião
pacífica” é a solução para o mundo. Prefira quem sabe o valor
inestimável que tem a aventura da vida.
Up the irons! \m/


Sobre Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern é analista político,
escritor e tradutor. É autor do livro "Por trás da máscara: do passe
livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil"
[http://bit.ly/1diPiPz]. Siga no Twitter: @flaviomorgen




fonte:

"Imagine", do John Lennon, é um lixo - Senso Incomum

sábado, 21 de novembro de 2015

Minha participação na Coop Art Gallery



Minha participação na Coop Art Gallery por meio do art film maker František Jakub com a obra Criação.

Criação
guache s/ papel
20 x 28 cm
2013
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Artist Painter represented by in Coop Art Gallery: Mauricio Swami Divyam Anuragi Duarte, Rita Cássia, Wilmer Lugo,Francisco Bernard, Trần Thị Bích Huệ, Ilian Savkov, Vlado Vesselinov.
Thank you my best friends for your confidence. So young people, schools can see contemporary art in the world.
Thank you very much !

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Frank Miller ironiza a decadência dos quadrinhos







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Frank
Miller estará no Brasil no próximo mês para o evento Comic Con
Experience (CCXP). Ele vem divulgar seu novo trabalho, o terceiro volume
de Cavaleiro das Trevas. Não há muito a se falar sobre a HQ além de que
não é uma continuação natural da história, mas sim um golpe de
marketing, como alguns dizem, para pagar tratamentos de saúde de Miller e
levantar a DC Comics de um suposto colapso financeiro, o prejuízo de
dois milhões de dólares.
Este terceiro volume vai tratar da
libertação dos kriptonianos de Kandor, a cidade engarrafada por
Brainiac, eles vão compor uma “raça superior” a ser confrontada por
Batman e outros heróis do panteão DC. Escrita por Brian Azzarello e
desenhada por vários artistas, a HQ vai ser lançada semana que vem nos
EUA, e um quarto volume já foi anunciado.
Mesmo com uma aparência bem alquebrada,
Frank Miller está viajando o mundo em turnê de divulgação, esteve na
Comic Con de Paris e apresentou algumas artes. Sua nova versão de
Superman foi intensamente criticada.
Os Haters o chamaram de velho acabado. Isso me levou a algumas reflexões: O que está realmente acabado ou em vias de acabar-se?
Acho que são os quadrinhos, pelo menos
grande parte deles, e não são somente os mainstream, mas os alternativos
também e, de certa forma, tudo que envolve o hábito da leitura de
gibis, toda a cultura de quadrinhos. A babaquice se tornou generalizada
entre as pessoas que produzem, publicam, analisam e, infelizmente, entre
muitos leitores de HQs.
Eu venho escrevendo sobre isso já há um
bom tempo. Destaquei no meu post anterior um evento ocorrido no Brasil,
no último fim de semana, em que toda a temática de discussão foi
dominada por ideologias progressistas. A convidada de honra foi Gail
Simone, uma feminista radical, inculta, sem talento e oportunista que
veio doutrinar mocinhas bobas para a estultice da moda, a tal
“representatividade” nos quadrinhos. Durante o evento, o Cosplay de
personagens feito por garotas foi proibido de apresentar sensualidade.
Alguns hipsters apresentaram versões dos personagens sem nenhuma
semelhança com as figuras, o único objetivo era eliminar o apelo
sensual, elemento que compõe a mitologia dos super-heróis desde os seus
primórdios.
Contraditoriamente, foi apresentado, por
outra feminista radical, a personagem chamada “Garota Siririca”, uma
bissexual viciada em masturbação, em um exemplo de vulgaridade, falta de
criatividade e mau gosto. Como alguns dos meus leitores apontaram nas
redes sociais, ao mesmo tempo em que essas pessoas reclamam da
“objetificação” do corpo feminino e dizem que as mulheres devem se
“emponderar” e ter liberdade, elas mostram a figura feminina como se
fosse um animal preso aos seus próprios instintos e se armam de
moralismo, vestindo as personagens dos pés a cabeça.
Eu não estive no FIQ, mas fiquei sabendo
que foram mais de 200 lançamentos de gibis considerados “alternativos”,
todos provavelmente com a mesma temática politicamente correta. Já
chamei a atenção para a falta de qualidade desses trabalhos, a maior
parte feito por pessoas sem a mínima noção de arte; são simplesmente
rabiscos entremeados de palavras soltas, aqui e ali embaralhadas por
conceitos de narrativa visual já mais do que batidos por autores
teóricos de fácil acesso como Scott McCloud; surfam na onda do embuste
que se tornou o quadrinho contemporâneo. A maior parte desses gibis é
bancada pelos próprios artistas ou por amigos e familiares, porque
nenhum leitor em sã consciência vai gastar dinheiro suado com isso, a
não ser que seja um verdadeiro trouxa. Para alguns moderninhos este é o
maior momento dos quadrinhos brasileiros; para mim, é insignificante. É
lógico que há poucas exceções.
Mas esta cena acabada e piegas dos
quadrinhos não atinge apenas os alternativos, os mainstream estão
surfando na mesma onda. Já escrevi diversas vezes sobre isso e não
preciso me repetir muito. Os super-heróis abraçaram definitivamente o
politicamente correto. São propostas de regulação de conteúdo, censura,
perseguição de artistas, reformulações de personagens femininas para
eliminar a sensualidade e inserção de conteúdo ideológico que
descaracterizam completamente os gibis.
Acabada também é a mídia de quadrinhos.
Dominada por um discurso piegas de “representatividade”, cada vez se
descaracteriza mais. Os sites de entretenimento deveriam informar e
divertir, e assim, vender seus produtos e gerar seu dinheiro. Porém não é
isso que eles vem fazendo.  Tornaram-se veículos de ideologias
pérfidas, autoritárias e desumanizantes.
Encontrei em um site chamado Minas Nerds
um artigo absurdamente racista. A autora do disparate
– aparentemente tudo indica ser uma mulher negra – reclama de forma
histérica de personagens indígenas, asiáticos ou negros que teriam sido
transformados em brancos na sua representação em filmes e gibis. A
indignação da autora do texto chega as raias do absurdo e da paranoia,
inventando até uma palavra nova, “whitewashing”, deixando claro que não
deseja que pessoas brancas sejam representadas na mídia. A paranoia é
tanta que ela se esquece da enxurrada de personagens brancos
transformados em negros, asiáticos ou latinos nos últimos dez anos,
inclusive o personagem Heimdall, um deus nórdico! Ela se esquece de
Capitão América, Nick Fury, Homem Aranha, Hulk e muitos outros.
Qualquer pessoa da mídia de quadrinhos
quando deixa claro não desejar que seu personagem preferido branco seja
transformado em outra raça, é chamada de racista. Mas essa paranoica faz
questão de dizer que não quer brancos substituindo negros, indígenas ou
orientais, e é elogiada.
Antigamente diziam que as pessoas ligadas
em cultura pop, principalmente os leitores de quadrinhos, eram
retardados. Quando eu tinha doze anos, ouvi muito essa conversa. Sofri
muito com isso e achava que era preconceito. Hoje eu começo a acreditar
que era um vaticínio. Os leitores de HQ não eram retardados, eles se
tornariam.
E aqui chegamos – finalmente – ao nosso
ponto. Hoje a babaquice é tanta nesse meio dos quadrinhos, a
contaminação ideológica foi tão longe que não consigo ver o cartaz de
Frank Miller, feito especialmente para o evento CCXP, como outra coisa
senão uma crítica irônica aos quadrinhos atuais.
Como disse Oscar Wilde:”There is only one thing in life worse than being talked about, and that is not being talked about“. Há
tempos Miller vem repetindo que ele quer provocar a ira dos críticos e
do público. Se conseguir isso, sua missão terá sido cumprida. Este
cartaz é mais uma peça de provocação.
Sua Mulher-Maravilha não está vestida
como uma islâmica de burca, como desejam as feministas radicais, ela
está em pouca roupa, mas seu corpo não tem nada de sensual. O cabelo
parece maltratado, a pele, marcada, a expressão é triste e quase
submissa, os ombros são tão largos quanto de um homem; toda figura é
masculinizada, ela parece não ter peitos, ou mesmo pescoço; seus braços
são fortes, mas deformados, medonhos.
CCXP_DK3Miller
Em contradição a isso, ela ainda mantém a
cintura fina, única lembrança de que pode ser uma mulher; o quadril é a
pior parte, parece uma extensão das pernas, ela não tem bunda e aquilo
entre as magras e tortas coxas parece mais um saco. Para completar a
visão grotesca, ela carrega armas que se assemelham a brinquedos,
porém ensanguentados, e no fundo há a bandeira americana toscamente
representada. Os leitores do site Omelete a chamam de travesti, não sem
certa razão.
Toda a decadência da cultura de
quadrinhos da época atual foi representada nesse cartaz: a perseguição
contra o ideal feminino de beleza, sensibilidade e sensualidade, a
masculinização das personagens, a destruição da feminilidade, a
deformação de seu caráter; a intromissão da ideologia de gênero que
destruiu mais de 70 anos de tradição dos super-heróis; o aparecimento de
artistas embusteiros que não sabem desenhar (simbolizados pelo erro
proposital no ombro esquerdo), e a imposição de toda essa escumalha
cultural perante uma América (e um Brasil) inerte e incapaz de reagir.
Por fim, a heroína destruída, submissa e melancólica para mostrar que as
histórias não divertem mais, não alegram nem enlevam mais, por não
terem mais beleza e fantasia.
Frank Miller é gênio, mesmo doente, ele
sabe o que faz. Em apenas uma imagem ele resumiu toda a decadência dos
quadrinhos contemporâneos. Ele quer que vejam o que está acontecendo,
reflitam sobre isso, por essa única razão ele fez esse cartaz dessa
maneira. Os moderninhos vão chama-lo outra vez de velho acabado, mas,
diga ai você, quem é o acabado ou em vias de acabar-se aqui?




fonte:

Frank Miller ironiza a decadência dos quadrinhos | Caixa de Gibis

Resultado do VI Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea

E o resultado do VI Prêmio Clube de Autores de Literatura Contemporânea foi divulgado. Os livros de minha autoria OS ARCANOS e ABSURDIDADES não foram vencedores.  Mas ficaram em honrosos 45. e 46. lugares (entre os 50 melhores) de um total de 1.139 livros inscritos e dezenas de milhares de votos.
Agradeço a todos os meus amigos que votaram e os que tentaram votar e não conseguiram também.
Foi o apoio de vocês que levou os livros à essas colocações.
Muito obrigado.  Quem se interessar pelo resultado, acompanhe o blog do Clube de Autores:

http://blog.clubedeautores.com.br/2015/11/inocencia-de-julio-b-vence-o-vi-premio-clube-de-autores-de-literatura-contemporanea.html


terça-feira, 17 de novembro de 2015

Apogeu Poético da Academia Virtual de Letras do Grupo Poético Intenção e Gestos


Antonio Aleixo - Patrono da AVL

Minha participação no Apogeu Poético da Academia Virtual de Letras do Grupo Poético Intenção e Gestos . http://avlacademiavirtualdeletras.blogspot.com.br/2015/11/apogeu-poetico-moderno-mauricio-duarte.html

Apogeu poético: Tema causas sociais
Patrono AVL Antônio Aleixo
Patrono: Paulo Coelho
Acadêmico: Mauricio Duarte 
Cadeira: 18


Para as massas

Invólucro de especial
estirpe para conteúdo
igualmente nobre também.

Joga-se fora o bebê
e cuida-se dessa placenta.
Placenta pode ser e é
muito preciosa, mas não
é o bebê, ele é vida.
No entanto, é descartado.

Para as massas, isso que
se faz, para calar as vozes
daqueles que teimam em gritar.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Os 12 projetos mais bizarros aprovados pela Lei Rouanet







Criada
durante o governo Collor, a Lei Federal de Incentivo à Cultura, que
mais tarde ficaria conhecida pelo nome do Secretário da Cultura à época,
Sérgio Paulo Rouanet, é o principal mecanismo de financiamento e
incentivo à cultura do país.
Através de
renúncia fiscal, empresas públicas e privadas e pessoas físicas podem
patrocinar projetos culturais e receberem o valor em forma de desconto
no imposto de renda. Ou seja, os cofres públicos deixam de receber parte
daquele dinheiro em troca de um patrocínio cultural, uma forma de
“terceirizar” um repasse de recursos federais.
Para que
uma pessoa ou empresa possa doar, no entanto, o projeto visado precisa
antes ser aprovado pelo Ministério da Cultura (MinC). E é nesse ponto
que as coisas se perdem entre diversos casos estranhos de aprovação de
valores astronômicos para projetos pífios ou de repasses que acabam
sendo uma forma de bancar patrocínio privado com dinheiro público. Ou de
projetos de grande porte que teoricamente não precisariam do auxílio,
aprovados pelo Ministério.
Não por
acaso, no primeiro governo Dilma, 3% das propostas levaram 50% dos
incentivos, um cenário que só contribui para a concentração cultural do
país, enquanto pouco incentiva projetos menores.
Se o atual modelo possui falhas, as alternativas não são lá muito convincentes.
O atual Ministro da Cultura, Juca Ferreira, acredita que a Lei é “o ovo da serpente neoliberal” por
permitir a renúncia fiscal total dos valores destinados à cultura e
defende que esse valor diminua para 80% – algo que desestimularia as
doações, já que outros mecanismos legais permitem renúncias de até 125%
para outros projetos específicos.
Apesar da
solução proposta, o maior problema – as aprovações descabidas –
continua. Não só aprovações, como também reprovações, especialmente por
motivos políticos: em 2014,
o MinC recusou um projeto de
um documentário sobre o ex-governador paulista tucano Mário Covas, por
conta do ano eleitoral. Mesmo assim, em 2006, outro ano eleitoral, dois
projetos sobre Leonel Brizola foram aprovados. E o pior: ambos receberam
uma verba milionária de estatais.
Diante de
tantos problemas, listamos aqui 12 casos de aprovações, no mínimo,
bizarras da Lei Rouanet. A lista conta com patrocínios para artistas
renomados, eventos de luxo e até um caso de aprovação sem conhecimento
do artista.

1) O Vilão da República – R$ 1,5 milhão

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Produção: Tangerina Entretenimento Ltda
Valor aprovado: R$ 1.526.536,35
Tipo: Filme
Ano: 2013
“O Vilão da República” é um documentário que contará a história e a vida de José Dirceu,
desde sua participação em movimentos guerrilheiros, passando por sua
história pela via partidária até a sua condenação a 10 anos e 10 meses
de cadeia por corrupção, em 2012.
O alto valor aprovado para a captação de recursos pelo Ministério, porém, ficou só no papel: o projeto não recebeu apoio de nenhuma empresa.

2) DVD de MC Guimê – R$ 516 mil

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Produção: Maximo Produtora Editora e Gravadora Ltda
Valor aprovado: R$ 516.550,00
Tipo: DVD musical
Ano: 2015
O funkeiro MC Guimê, apesar de faturar, segundo estimativas, R$ 300 mil por mês, foi autorizado a captar R$ 516 mil para
a produção de um DVD, que será gravado durante um show na cidade de São
Paulo. A filmagem será distribuída em 3 mil discos, dos quais 80% serão
vendidos pelo preço de R$ 29. Da apresentação musical, 40% dos
ingressos serão distribuídos gratuitamente, 40% serão vendidos pelo
preço de R$ 50 e o restante será divido entre os patrocinadores e a
população de baixa renda.

3) O Mundo Precisa de Poesia – R$ 1,3 milhão

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Produção: Maria Bethânia
Valor aprovado 1.356.858,00
Tipo: Blog
Ano: 2011
Possivelmente
um dos blogs mais caros do mundo, “O Mundo Precisa de Poesia” tinha a
intenção de levar diariamente uma nova poesia, lida em vídeo, por Maria
Bethânia durante um ano. Para a execução desse projeto, o Ministério da
Cultura aprovou a captação de até
R$ 1,35 milhão em verbas através da Lei Rouanet, mas após as críticas, a cantora desistiu da produção.

4) Turnê Luan Santana: Nosso Tempo é Hoje Parte II – R$ 4,1 milhões

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Produção: L S Music Produções Artísticas Ltda (Luan Santana)
Valor aprovado: R$ 4.143.325,00
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2014
Apesar da
Lei Rouanet ter sido criada com o intuito de auxiliar artistas menores
com pouca visibilidade, na prática as coisas funcionam um pouco
diferente.
Em 2014, o Ministério da Cultura aprovou um incentivo de 4,1 milhões para
a realização de uma turnê de Luan Santana em diversas cidades do país,
dos 4,6 milhões solicitados pela equipe do cantor. Entre as
justificativas para aprovação, o Ministério alegou “democratizar a
cultura” e “difundir raiz sertaneja pela música romântica”.

5) Turnê Detonautas – R$ 1 milhão

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Produção: Detonautas Roque Clube
Valor aprovado: R$ 1.086.214,40
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2013
Assim como
Luan Santana, o grupo Detonautas Roque Clube, liderado por Tico Santa
Cruz, é outro artista famoso na lista. A aprovação do Ministério da
Cultura foi para a
captação de 1 milhão de reais em recursos, para a realização de uma turnê em 25 cidades do país.
Em meio a
polêmicas por conta do valor destinado a uma banda reconhecida
nacionalmente, o projeto não chegou a captar nenhum valor de fato.

6) Shows Cláudia Leitte – R$ 5,8 milhões

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Produção: Produtora Ciel LTDA
Valor aprovado: R$ 5.883.100,00
Tipo: Shows ao vivo
Ano: 2013
Outro
famoso autorizado a captar recursos pelo Mecenato do Ministério da
Cultura, Cláudia Leitte foi aprovada para captar quase R$ 6 milhões pelo
programa para a realização de 12 shows em cidades das regiões Norte,
Nordeste e Centro-Oeste em 2013. Em meio a críticas, a cantora acabou
recebendo “somente” 1,2 milhão de reais em apoio.
E os escândalos em torno desse projeto não assustam só pelos valores: segundo o jornal O Dia relatou
na época, a produtora Ciel possuía diversas dívidas, assim como outras
empresas da cantora, que teria montado um esquema com diversos CNPJs
para conseguir a aprovação do MinC para a captação de verbas.

7) Filme Brizola, Tempos de Luta e exposição Um brasileiro chamado Brizola – R$ 1,9 milhão

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Produção: Extensão Comunicação e Marketing Ltda
Valor aprovado: R$ 1.886.800,38
Tipo: Exposição e Filme
Ano: 2006
Ao mesmo
tempo que negou o patrocínio ao filme sobre Mário Covas, citado no
início do texto, por motivos de proximidade das eleições, o Ministério
da Cultura aprovou, em 2006, ano de eleição, dois projetos sobre a vida
de Leonel Brizola, histórico militante do PTB, conduzidos pela Extensão
Comunicação e Marketing, que somam 1,88 milhão de reais.
Desse
valor, “somente” R$ 1.052.100 foram efetivamente captados. Entre as
empresas que apoiaram financeiramente o projeto estão as estatais
Petrobras (R$ 592 mil), Eletrobras (R$ 300 mil) e CEEE (R$ 50 mil).

8) Peppa Pig – R$ 1,7 milhão

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Produção: Exim Character Licenciamento e Marketing Ltda
Valor aprovado: R$ 1.772.320,00
Tipo: Teatro infantil
Ano: 2014
Até mesmo a
porquinha britânica está na lista dos aprovados para captar recursos da
lei. Mesmo sendo personagem de um dos desenhos mais famosos da TV por
assinatura, o espetáculo “Peppa Pig” foi autorizado pelo Ministério da
Cultura a captar
quase 1,8 milhão de reais em
recursos. E não pense que é uma obra de caridade: segundo a ficha
apresentada pelos produtores, apenas 10% dos ingressos serão
distribuídos gratuitamente.

9) Concertos aprovados sem o conhecimento do maestro João Carlos Martins: R$ 25 milhões

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Produção: Rannavi Projeto e Marketing Cultural
Valor aprovado: R$ 25.319.712,98
Tipo: Concerto musical
Ano: 2013
Já pensou
ser aprovado para receber mais de 25 milhões de reais sem precisar mover
um dedo para isso? Foi o que aconteceu com o maestro João Carlos
Martins, em 2013.
Em
novembro daquele ano, dois projetos envolvendo o músico foram aprovados
para captarem um valor total de R$ 25,3 milhões pelo Ministério da
Cultura. A
Folha de São Paulo percebeu
a aprovação e entrou em contato com o músico para saber maiores
detalhes das apresentações. Foi só então que maestro descobriu que tinha
sido aprovado para uma captação de recursos através da Lei Rouanet, a
qual ele não havia solicitado.
Diante da situação embaraçosa, o maestro solicitou o cancelamento da captação de recursos junto ao órgão. Mais tarde, investigações mostraram que
a empresa solicitante, Rannavi Projeto e Marketing Cultural, havia
feito o pedido sem o consentimento do maestro. A empresa também possuía
dados duvidosos e não havia repassado documentos que comprovassem a sua
relação com os projetos do maestro e com outros dois projetos
solicitados ao MinC.

10) Painel Artístico Club A São Paulo – R$ 5,7 milhões

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Produção: ZKT Restaurante, Bar, Teatro, Buffet e Eventos Ltda (Club A)
Valor aprovado: R$ 5.714.399,96
Tipo: Música “Popular”
Ano: 2013
Outra bizarrice aprovada em 2013 pelo Ministério da Cultura, conforme noticia a Veja SP:
5,7 milhões de reais para a realização de “um painel artístico de
difusão cultural nos segmentos da música, dança e artes cênicas” no Club
A, em São Paulo. O clube da elite paulistana, que tem como ex-sócio
Amaury Jr., faria uma lista com pessoas selecionadas para participar do
evento. Quem não tivesse o nome na lista precisaria pagar R$ 160 para
entrar.
Ironicamente,
o projeto caríssimo e requintado da casa foi aprovado no segmento
“Música Popular” para captar até 5,7 milhões de reais para a realização
do painel, mas nenhum valor foi de fato captado pelos organizadores.

11) Shrek, O Musical e Turnê – R$ 17,8 milhões

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Produção: Kabuki Produções Artísticas Ltda
Valor aprovado: R$ 17.878.740,00
Tipo: Teatro
Ano: 2011 e 2012
A produção
acima custou R$ 11,3 milhões – a captação de recursos não atingiu o
limite aprovado. Se a foto já deixa algumas dúvidas sobre a recepção da
peça pelo público, a crítica especializada confirma algumas
expectativas: o espetáculo recebeu a nota mínima, 1 de 5, na
Veja SP.
E, apesar do aporte multimilionário, os ingressos para a peça do ogro não saíram de graça, chegando a custar R$ 180 por pessoa.

12) Cirque Du Soleil – R$ 9,4 milhões

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Produção: T4F Entretenimento S.A
Valor aprovado: R$ 9.400.450,00
Tipo: Teatro
Ano: 2005
Durante sua passagem pelo Brasil em 2005, o canadense Cirque Du Soleil, maior produtor teatral do mundo, foi aprovado para captar até R$ 9,4 milhões em
recursos através da Rouanet. O valor foi quase totalmente captado e
recebeu aporte de empresas como Bradesco e Gol, que depois puderam
solicitar o valor como desconto no pagamento de impostos, segundo o
funcionamento da Lei.
O
problema: estas empresas também fizeram marketing e colocaram sua marca
nos kits de divulgação do evento e em algumas partes do espetáculo. O
valor aprovado pelo MinC também é questionável quando levado em conta o
preço dos ingressos, que chegavam a custar mais que o salário-mínimo da
época.
No final, o
seu dinheiro foi indiretamente utilizado para financiar um patrocínio
privado e um dos espetáculos circenses mais caros do mundo. Que você
também teria que pagar, caso quisesse assistir.




Os 12 projetos mais bizarros aprovados pela Lei Rouanet - Spotniks

III Prêmio Escritor Marcelo de Oliveira Souza

III Prêmio Escritor Marcelo de Oliveira Souza . Minha participação como autor selecionado na Antologia de Poesia e Prosa .

O que não é
Todo nosso engodo
é chaga que nos fere
fundo na alma e
cala a voz que pede
conforto que não vem.
Toda nossa ilusão
é a morte do homem
e do caminho dos
homens que, mudos, comem
a terra nesse morrer.
Toda nossa máscara
é desilusão enfim
que destrói aquela
luta; amor em mim,
que teima em existir.
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Doação para leilão em favor dos refugiados pelo Instituto Êxodo





Certificado de doação da peça de arte Alteando, que fiz para leilão em favor dos refugiados pelo Instituto Êxodo.


Livro Prêmio Literacidade 2015 . Poemas


Recebi ontem, os exemplares do livro Prêmio Literacidade - 2015 . Poemas Avulsos e Breves, o qual fui selecionado com os poemas: Curso Natural e Loucura e razão, além de ter participado da capa do livro com a ilustração da minha peça de arte Brasil.
Os poemas:
Curso Natural
Água da vida,
lume da espiral de vida.
Assim escorrendo
por entre meus dedos...
Cataratas correndo
ao córrego como fluxo.
Externando as emoções
num feixe de maravilhas...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

Loucura e razão
Loucura e razão
dançaram um tango
nos arrebaldes de
Buenos Aires...
Loucura e razão,
duas faces da coluna.
Duas partes da
mesma moedagem...
Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Vozes que calam - Sementes líricas



Fui selecionado para a publicação do livro:
Vozes que calam na Coleção Sementes Líricas da Editora Literacidade.

Em breve disponível para compra.  Muito feliz!
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