quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

A doença como norte não é o que precisamos

A doença como norte não é o que precisamos




Segundo Alan Watts em A cultura da contra cultura . Transcritos editados, um autor  antigo, é verdade, mas que continua atual, “ao que se refere à mente humana, sabemos tanto quanto sabíamos sobre a galáxia em 1300. [...] Nós não sabemos como a psicoterapia é feita, assim como não sabemos realmente como o gênio musical, artístico e literário é consumado.[...]” E a indústria farmacêutica lucra muito todo ano com medicamentos que, muitas vezes, não obtém resultados satisfatórios, ou pior, causam efeitos colaterais terríveis.
Existem, na verdade, vários tipos de saúde física e mental – e até espiritual, se levarmos em conta os chakras, a alma e o espírito.  Pelo menos as que são listadas na medicina ayurveda: Vata, Pitta e Kapha.  Em Uma visão ayurvédica da mente . a cura da consciência, David Frawley relata que a “inteligência (Buddhi) é o instrumento da percepção por meio do qual resolvemos as dúvidas e tomamos decisões.”  A mente (Manas), segundo o mesmo autor, é “o instrumento do pensamento em que alimentamos as dúvidas.”  Como diria um pajé sábio, a mente mente e só a mente-que-sabe sabe que sabe e não precisa mentir; justamente porque sabe.  Mas saber pela metade também pode ser perigoso.  E é, na maioria das vezes, eu acrescentaria.  Um provérbio zen diz: “Um monge que tem um satori vai para o inferno em linha tão reta quanto uma flecha.” Um satori é um estado de êxtase espiritual passageiro e que serve como etapa para trazer o adepto de volta ao ponto no qual veja e perceba que a sua mente normal é a mesma mente do Buda.  A única diferença é que Buda está acordado e nós estamos dormindo.  Entrelaçados e enredados numa imensa teia de Maya (ilusão) que nos dá a sensação falsa, totalmente falsa, de que estamos no controle.
Mas todos estamos nesse mar de ilusão.  Inclusive os médicos, farmacêuticos e todas as pessoas que trabalham na grande estrutura de produção e distribuição de remédios, por exemplo.
Já percebeu?  Na sociedade ocidental, de hoje em dia, todos ou quase todos, tem um medicamento do qual fazem uso frequente.  A razão disso é que fomentar a indústria farmacêutica dá trabalho para muita gente, inclusive indo do pesquisador que chefia a equipe onde nasce a descoberta da nova droga “que cura o caroço da sua orelha esquerda” até o atendente da imensa rede de drogarias espalhada por todos os lugares, que aliás, não para de crescer.
Somos uma sociedade doente, sem dúvida.  Mas esse fato só corrobora com outro fato; a saber, o de que o sistema sustenta essa sociedade doente e alimenta essa sociedade doente para que ela permaneça... doente.  Como diz a música do grupo de rock Titãs: “Miséria é miséria em qualquer canto. Riquezas são diferentes.”  Mal comparando, podemos dizer que doença é doença em qualquer lugar que prevaleça o bom senso.  Doença é um estado incomum, não natural do organismo, um sinal de que algo vai errado no organismo. Saúde, existem vários tipos de saúde.  Conforme o grau de sabedoria de cada um, conforme o grau de instrução de cada um e conforme o grau de possibilidade financeira de cada um.  Sem falar nos tipos peculiares ayurvédicos já citados.
Não acredito que a medicina preventiva envolvendo práticas como, de novo, ayurveda, alimentação saudável, vegetarianismo, meditação, tai-chi-chuan, acunpuntura, dentre outras, possam ter sido planejadas e elaboradas por acaso.  Não, há uma razão.  A razão é que o normal do nosso organismo é funcionar bem, saudavelmente.  E prevenir custa bem menos do que remediar.
O stress da vida contemporânea e a rapidez das informações que se sucedem à nossa frente, alimentam, sem dúvida, essa triste realidade: vivemos mal, vivemos doentes, desde o berço, passando pela juventude e vida adulta até a maturidade, velhice e morte.
Mas pode existir uma saída dessa situação.  Uma educação holística e ecológica seria o começo, o primeiro passo para uma vida saudável ou, ao menos, um sinal que pudesse nos mostrar o norte: a saúde.  Porque a doença como norte não é o que precisamos.  Paz e luz.

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Leia mais: http://www.divulgaescritor.com/products/a-doenca-como-norte-nao-e-o-que-precisamos-por-mauricio-duarte/

domingo, 1 de janeiro de 2017

Nem a arte visionária nem cultura nenhuma precisa disso



Nem a arte visionária nem cultura nenhuma precisa disso
Adoro a arte psicodélica. Sempre gostei. A cultura psicodélica é fascinante. Estar em viagem sem sair do lugar é tudo o que me restou, sendo medianamente "pobre" de classe média baixa. Eu gostava particularmente da música de Bob Marley e de algumas coisas experimentais do Sonic Youth, gostava de histórias em quadrinhos de Moebius e de arte visionária de Alex Grey, gostava de filmes de Godard e Luc Besson. Ainda gosto. E muito.
 Mas não gosto de ver o que está se fazendo com o braço político da cultura psicodélica ou alternativa ou qualquer que seja a definição que se dê. O libertarismo, usado como trampolim para projeto de poder alicerçado em "benesses" - que de benesse não tem nada - como a liberalização das drogas.
Muitos querem isso e para "isso", vale tudo, até posar de bom moço contra o Donald Trump - outro desgraçado, não tenho nada a favor do Donald Trump pelo contrário - a fim de ganhar votos para um novo partido político, o libertários. Amigos, não se deixem enganar.
Principalmente porque a arte visionária e a cultura psicodélica ou alternativa não precisam disso. Elas tem o seu valor independente de qualquer coloração política. Pense nisso. Paz e luz.

Estados alterados de consciência para a realização de arte visionária



Estados alterados de consciência para a realização de arte visionária
É possível alcançar os estados alterados de consciência, os EACS ou os ENOCS, estados não-ordinários de consciência a partir de técnicas naturais, como a meditação, o tai-chi-chuan, a yoga, a recitação, o mantra, a oração ou qualquer tipo de exercício espiritual sem recorrer ao uso de drogas de qualquer tipo. Muito mais relevante - e diverso da experiência com drogas - é este experimento. Não me refiro, obviamente, ao contexto do Santo D´aime e do Vegetal, contexto religioso e espiritual que possui toda relevância e importância tanto quanto à experiência espiritual em si, quanto ao alcance da visão em posterior realização de arte visionária.
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