sexta-feira, 12 de junho de 2015

‘Madama’ tem nome?

Dona de terras, porto e embarcações, ela foi poderosa em São Gonçalo

 


Juliana Barreto Farias


    Nos tempos da Corte, o município de São Gonçalo, às margens da Baía de Guanabara, passou a ser muito exigido como fornecedor de alimentos para a capital. Fazendeiros do lugar prosperaram, e seus nomes hoje batizam várias localidades.

    Não foi o caso de Maria Gabriela Margarida Bazin Desmarest. E ela bem que merecia: além de proprietária de terras, ainda comandava um porto e era dona de seis embarcações. O problema é que, por respeito, ninguém ousava chamar a donzela pelo nome. Na região, ficou conhecida apenas como “Madama”. E assim se chamou o ponto de escoamento das lavouras de São Gonçalo: Porto da Madama.

    

    “A fazenda da tal madame tomava toda a área do bairro que hoje se chama Porto da Madama”, explica o pesquisador Rui Aniceto, do projeto História de São Gonçalo. Até a década de 1950, a paisagem do município ainda era dominada por sítios e fazendas.

    

    Elas se foram num piscar de olhos. Mas a memória da “madama” continua lá.







‘Madama’ tem nome? - Revista de História

terça-feira, 9 de junho de 2015

É tudo free: as obras que viraram domínio público em 2015


PEQUENOPRINCIPE


O primeiro dia do ano é dia de good vibes, de fazer reflexões
e planos, de almoçar com a família e, possivelmente, curtir uma
ressaca. E é também o dia em que muitas obras
caem em domínio público e podem ser usadas livremente por qualquer
pessoa, sem restrições ou necessidade de pagamento ou autorização. É o Dia do Domínio Público.

Em
geral, os países tornam uma obra pública no primeiro dia do ano
seguinte em que se completam 50 ou 70 anos da morte do autor (aqui no
Brasil, são 70; nos EUA, isso varia de acordo com o ano em que a obra
foi produzida).

Seguindo as regras próprias dos países de
nascimento dos autores, em 2015 caem em domínio público as obras de
Kandinsky, Munch e Mondrian, no campo das artes; e, no das letras,
Saint-Exupéry e Ian Fleming, entre outros.

Isso significa que, se
você copiar a obra, não vai mais estar infringindo direitos autorais -
você agora é livre para reproduzir, copiar, criar obras derivadas,
remixar e o que mais lhe vier à cabeça. Confira a lista de alguns
autores cujas obras foram liberadas neste ano:



  • 1

    Antoine de Saint-Exupéry

    reprodução
    A morte do autor de "O pequeno príncipe"
    completou 70 anos no ano passado - portanto, sua obra agora está em
    domínio público. Se a obra já é um dos clássicos mais vendidos e
    traduzidos do mundo, sua popularidade pode aumentar ainda mais.


  • 2

    Piet Mondrian

    reprodução
    Considerado um dos pintores mais influentes do
    século 20, Mondrian foi um dos fundadores do chamado 'neoplasticismo'.
    Suas obras agora poderão ser reproduzidas e recriadas livremente.


  • 3

    Edvard Munch

    reprodução
    "O grito", de 1910, é o quadro mais conhecidos do
    artista - e um dos mais famosos do século passado. O próprio Munch fez
    quatro versões da obra. Imagine a quantidade de novas versões e paródias
    que poderão ser feitas agora que "O grito" é livre?


  • 4

    Wassily Kandinsky

    reprodução
    O influente pintor e teórico russo também tem sua
    obra em domínio público neste ano. Na foto, "Composição VII",
    considerada pelo autor sua obra mais complexa.


  • 5

    Filippo Marinetti

    wikimedia commons
    O poeta e autor italiano foi o criador do Movimento Futurista. Na foto, um de seus poemas em uma parede na Holanda.


  • 6

    Glenn Miller

    Compositor e arranjador importantíssimo da era do
    swing. Suas músicas agora poderão ser regravadas por qualquer pessoa,
    sem a necessidade de autorização. Dê o play e você saberá do que se
    trata ;)




É tudo free: as obras que viraram domínio público em 2015

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Prêmio Literacidade Poesia 2015



Dois poemas de minha autoria foram selecionados no Prêmio Literacidade Poesia 2015 na Categoria 4 – poemas breves: Curso Natural e  Loucura e Razão

Curso natural

Água da vida,
lume da espiral de vida.
Assim escorrendo
por entre meus dedos...

Cataratas correndo
ao córrego como fluxo.
Externando as emoções
Num feixe de maravilhas...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


Loucura e razão

Loucura e razão
dançaram um tango
nos arrebaldes de
Buenos Aires...

Loucura e razão,
duas faces da coluna.
Duas partes da
mesma moedagem...

Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)
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