Manobras da Sobrevivência



Manobras da Sobrevivência


No rosto humano
O cansaço agride sua forma
E de repente a criança
Se vê crescida
E dormindo
A noite se estende em sonhos
Onde a paz
Toca em sua face ingênua
O amor chega a alma
Pois gosta de sentir o prazer
E sabe poder sorrindo
Transformar em festival
O que antes
Era festa.
E sob o signo da esperança
Meio sem jeito
Mas com todas as razões
Em gargalhadas
Muda o astral de seus dias
Acabando por certo
Com a obsessão que dentro de si, reina.
Pensando com a razão
Fazendo das palavras escritas
Frases em verdades
Nunca ditas
Muito pouco popular
Chega ao fim da leitura do dia a dia
Buscando aplaudir ou pichar.
É mais um ser criança
Ao tentar crescer
E se sentir gente
Será apenas mais um humano
Que ao habitar na casa do planeta terra
Teve como única opção e abrigo
Deitar na cama do cotidiano
Aguardando na madrugada
Os sonhos
Não ver terminarem
Embora de tanto lutar
Morrendo se vê agora
Isso sou eu
Isso é você
Assim é a humanidade.


Bartira Mendes


Imagem: Peça de arte de Mauricio Duarte - Intrincado - guache e caneta marcador s/ tela 30 x 40 cm 2016 Mauricio Duarte (Divyam Anuragi)


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