Lançamento: portal e-cêntrica . 25 de outubro .

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Sobre nós
A circulação da produção gráfica e literária independente é um dos maiores desafios para autores/autoras, coletivos criativos e pequenas editoras, em todo o mundo.
Quando escolhemos trabalhar de maneira alternativa, deixamos de apoiar práticas do mercado formal, optamos pelos caminhos da inovação.
Não existe uma fórmula de sucesso, um modelo de reinvenção sistêmica, no entanto, referências diversas e ferramentas já estão disponíveis. De forma geral, elas se orientam pelo conceito de rede para traçar estratégias de ação.
A e-cêntrica é uma dessas iniciativas.
Sob a coordenação da Casa da Cultura Digital (GO) e com o apoio da Lei Goyazes, a e-cêntrica propõe a conexão entre agentes estratégicos (autores/autoras, coletivos criativos e pequenas editoras), em todo o Brasil, para a construção coletiva de alternativas para a difusão e comercialização da produção gráfica e literária de todas as regiões do País.
Ao mesmo tempo, esta ação se propõe a colaborar com iniciativas que buscam amenizar a invisibilidade histórica da produção gráfica e literária das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do território nacional, sem a exclusão do trabalho que é feito no sudeste e no sul.
Também interessa à e-cêntrica apoiar o fortalecimento e a ampliação da visibilidade do trabalho da mulher, cis e trans, no mercado editorial, em todo o mundo.
Consequentemente, ações de estímulo à leitura têm nosso apoio incondicional.

Mapeamento
O mapeamento é a primeira etapa de trabalhos da e-cêntrica, iniciativa que busca alternativas para a circulação da produção gráfica e literária independente no Brasil.
A coleta de dados continua, mas cumpriu sua primeira etapa no primeiro semestre de 2017. Agora colocamos à sua disposição informação que nos foi encaminhada de todas as regiões do País.
Tem poeta de Roraima, ilustrador do Piauí, romancista de Goiás, editora do Espírito Santo. E muito mais! Porque livros lindos, zines, HQs, revistas, jornais de arte, prints diversos estão sendo produzidos em todo lugar e podem chegar até você.
A Casa da Cultura Digital e apoiadores deste projeto desejam que esta pesquisa estimule a articulação de redes produtivas e ofereça subsídios para a produção artística e intelectual, que dialoga com as economias exponenciais: criativa, colaborativa, compartilhada e multimoedas.
Conheça agora a síntese de dados coletados na primeira fase do mapeamento e quem são as autoras/autores, coletivos criativos e nanoeditoras que já integram esta rede.
Para não ficar de fora, apresente-se.

Quem idealizou esta iniciativa?
A e-cêntrica é uma iniciativa da Casa da Cultura Digital, idealizada pela escritora e editora Larissa Mundim, fundadora da ONG e criadora da Nega Lilu Editora.
Apoio: Lei Goyazes.

Por que participar do mapeamento de produção gráfica e literária independente?
Para traçar estratégias que verdadeiramente impactem no mercado gráfico e literário, é necessário conhecer o potencial desta cadeia produtiva.
Quem são os agentes estratégicos no mercado editorial independente?
O que está sendo produzido de maneira qualifica em todas as regiões do Brasil?
Por onde circula esta produção?
Como ampliar a comercialização do produto?
Quais são as iniciativas inovadoras que colaboram para rotas alternativas de distribuição?
Respostas a questões como estas vão nos ajudar a esboçar o cenário de atuação da e-cêntrica.
Se você ainda não integra este mapeamento, vem!

Por que apoiar a produção gráfica e literária do norte, nordeste e centro-oeste e apoiar o fortalecimento da produção da mulher no mercado editorial? Sexo masculino, branco e residente nas regiões Sudeste e Sul. Este é o perfil da maioria dos autores literários publicados por editoras brasileiras influentes, segundo pesquisa realizada pela professora da Universidade de Brasília, Regina Dalcastagnè.
Um cenário assim evidencia prejuízos à identidade sociocultural de um país que tem a diversidade como uma de suas maiores riquezas − tanto pela ausência representativa de escritoras no circuito literário mais prestigiado, quanto pela limitação da produção considerada relevante, pelo mercado, ao território geográfico onde estão as maiores editoras, distribuidoras e livrarias. A professora pesquisou o comportamento de três grandes editoras brasileiras (Record, Companhia das Letras e Rocco), observando características de obras eleitas para publicação, ao longo de 15 anos. Regina Dalcastagnè incluiu 165 escritoras e escritores no corpus de sua pesquisa e, neste universo investigativo, chamou a atenção o fato de que 72,7% dos livros publicados têm homens como autores. Ainda mais crítica que a baixa presença feminina entre autores publicados é a homogeneidade racial: 93,9% dos autores e autoras estudados são brancos, 3,6% não tiveram a cor identificada e os “não brancos” somam 2,4 pontos percentuais. Entre tantas outras nuances, a pesquisa informa também que 70% dos escritores e escritoras pesquisados nasceram e residem em estados do Sudeste e do Sul do Brasil. A região Norte estava representada por apenas dois escritores (1,2%), ambos do estado do Amazonas. E a região Centro-Oeste, com sete (4,2%), todos do Distrito Federal. Os 4,8% restantes era autores e autoras residentes no nordeste brasileiro.
Os dados estão disponíveis no livro “Literatura brasileira contemporânea: um território contestado” (Editora Horizonte, 2012).

Ainda posso integrar o mapeamento?
Sim. Todas e todos são bem-vindos. O mapeamento segue aberto. No entanto, a prioridade de publicação de informações é de quem se apresentou, ainda no primeiro semestre de 2017, quando a fase 1 da pesquisa foi concluída.
Dados coletados posteriormente serão inseridos, gradativamente.

Quem pode participar?
Autoras e autores independentes, coletivos criativos e pequenas editoras brasileiras.

Quais são os primeiros resultados deste trabalho?
O mapeamento é o primeiro serviço prestado pela e-cêntrica. Por meio do banco de dados que está sendo construído e disponibilizado aqui, curadores, leitores, pesquisadores, publishers poderão localizar autoras e autores, coletivos criativos, bem como pequenas editoras e profissionais autônomos (ilustradores, designers, fotógrafos, editores, revisores, erc) atuantes de forma independente, em todas as regiões brasileiras.
Para estimular a articulação entre os integrantes desta rede, a e-cêntrica lança, ainda em 2017, o número zero da revista eletrônica malunga.
Iniciativa da Casa da Cultura Digital, lançada pelo Selo Ç3, a malunga é uma que visa buscar alternativas de circulação da produção gráfica e literária independente no Brasil.
Quais são os rumos futuros desta iniciativa?
Apesar de ter seus objetivos traçados, os rumos desta rede não estão definidos, são imprevisíveis e serão determinados pela observação do movimento coletivo.

Coordenação Geral: Larissa Mundim

https://www.facebook.com/events/814558138716886/

Mais info:
www.facebook.com/e-centrica
em breve: www.e-centrica.com.br

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