A lei do preço fixo pode acabar com o mercado de quadrinhos no Brasil




 
 
A lei além de manter os preços mais altos, ainda vai impedir a livre concorrência 
Nesta terça-feira (27/6/17), quando a lei que institui um preço fixo de livros no Brasil obteve parecer favorável de Lindbergh Faria, relator na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

De acordo com o Projeto de Lei 49/2015,
todas as livrarias (físicas e virtuais) poderão oferecer no máximo 10%
de desconto em uma publicação durante o primeiro ano após o seu
lançamento. Depois disso, caberia a cada loja decidir oferecer descontos
superiores.
De inicio podemos notar que livrarias e lojas de quadrinhos que costumam
oferecer descontos enormes de acordo com a quantidade de produtos que
você compra, que em alguns lugares pode chegar até a 82% vão ter que se
limitar aos 10% ou seja será extremamente prejudicial ao já escasso
publico de quadrinhos e de livros no Brasil.
A ideia seria ajudar em teoria o mercado em Banca de Revista e pequenos
vendedores, pois a Dinap que teve o seu monopólio aprovado pelos órgãos
públicos e ao que parece os políticos estão cegos a respeito dela teria o
controle total da divisão de lucros entre o dono de banca de revista ou
pequeno comerciante e ela, mesmo assim isso ainda prejudicaria os donos
de banca de revista que muitas vezes fazem descontos em compras de
encalhe do mês.
Por causa do surgimento de editoras que aceitam descontos em livrarias e
lojas de quadrinhos o mercado de quadrinhos brasileiro começou a
melhorar, mesmo em relação ao mercado americano em sua porcentagem de
vendas, as mercadorias começaram a circular com melhor rapidez devido
aos descontos encontrados nesses locais.
Essa Lei será o fim das grandes promoções de vendas de quadrinhos e
livros no Brasil, com ela se tornará praticamente impossível fazer uma
promoção, já que legalmente se torna um crime fazer promoções cuja
redução de valores de artigos culturais fiquem acima de 10% em um ano,
muitos produtos ficarão encalhados nas lojas e isso vai afetar a livre
concorrência do mercado, já que livrarias e lojas que tratam o cliente
melhor (com promoções, prêmios, descontos, etc) ficarão limitadas ao
mesmo valor do que locais que nem se importam se vão vender aquele
produto ou não, muitas vezes tratando mal e porcamente seus clientes.
No passado a mesma regulação aconteceu com as Locadoras de Vídeo, que
com o surgimento da internet acabaram praticamente desaparecendo, o que
favoreceu o mercado online como a Netflix, o mesmo vai acontecer com o
mercado de quadrinhos no Brasil, a maioria vai migrar para compras
online como no site Amazon onde os descontos continuam o mesmo pois não
sofrem a regulação estatal como no mercado brasileiro ou ainda a venda
indireta de quadrinhos, os sebos que talvez seriam os mais beneficiados
com tudo isso quase não mais existem no Brasil, já que a maioria das
prefeituras do nosso país tem feito uma verdeira caça aos donos de sebo
que possuem banca de revista em praças por todo o país, cobrando valores
exorbitantes para que continuem trabalhando, sem falar que as bancas
acabam sendo roubadas por grupos criminosos que cobram "proteção" para
que a banca não seja queimada, o que tem acontecido muito por todo o
país.
Por todo país livrarias tem quebrado pela falta de vendas, as livrarias
que sobreviveram foi pelo fato de atenderem bem o consumidor e darem
descontos, o que provavelmente vai acontecer com essa lei é que mais
livrarias vão quebrar e ainda vai impedir a livre concorrência entre as
lojas e livrarias, o que vai realmente acontecer é com menos vendagem o
valor de capa de revistas e livros vai aumentar para compensar a falta
de vendagem em uma tentativa de ainda sair no lucro nos títulos que não
vão ser obviamente cancelados pela falta de vendagem.


Fonte: A lei do preço fixo pode acabar com o mercado de quadrinhos no Brasil

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